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Filho de prefeito do Vale do Jequitinhonha morre em queda de avião em Belo Horizonte

A aeronave não possuía autorização para operar como táxi aéreo, ou seja, não poderia realizar transporte comercial de passageiros mediante pagamento

Por: Flavia Moreira
04/05/2026 às 17h33
Filho de prefeito do Vale do Jequitinhonha morre em queda de avião em Belo Horizonte
REPRODUÇÃO INTERNET

Uma tragédia aérea registrada na tarde desta segunda-feira (4) em Belo Horizonte resultou na morte de Fernando Moreira Souto, de 36 anos, filho do prefeito de Jequitinhonha, Nilo Souto (PDT). A informação foi confirmada pela assessoria de comunicação do município, que também decretou luto oficial de três dias.

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Fernando, que atuava como médico veterinário, deixa esposa e dois filhos. Em nota, a prefeitura manifestou pesar pela perda e agradeceu as mensagens de solidariedade recebidas.

O avião, um monomotor, caiu no estacionamento de um edifício localizado no bairro Silveira, na região Nordeste da capital mineira. De acordo com o Corpo de Bombeiros, cinco pessoas estavam a bordo no momento do acidente. O piloto, identificado como Wellington Oliveira, de 34 anos, morreu ainda no local. Outro ocupante também não resistiu aos ferimentos.

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Entre os passageiros estavam ainda o empresário Leonardo Berganholi, de 50 anos, seu filho, Arthur Schaper Berganholi, de 25, e Hemerson Cleiton Almeida Souto, de 53 anos. As autoridades não detalharam oficialmente o estado de saúde de todos, mas três vítimas foram socorridas em estado grave e encaminhadas ao Hospital João XXIII.

Apesar do impacto da queda, nenhum morador do prédio foi atingido. Segundo os bombeiros, o edifício foi evacuado preventivamente pouco antes das 14h.

Informações preliminares apontam que a aeronave havia partido de Teófilo Otoni e fez escala em Belo Horizonte para desembarque de uma passageira. Na sequência, decolou do Aeroporto da Pampulha às 12h16 com destino ao aeroporto Campo de Marte, em São Paulo. Durante a decolagem, o piloto teria comunicado à torre de controle dificuldades para manter o voo.

De acordo com dados da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), o avião era um modelo EMB-721C, fabricado em 1979, com capacidade para até cinco passageiros além do piloto. A aeronave não possuía autorização para operar como táxi aéreo, ou seja, não poderia realizar transporte comercial de passageiros mediante pagamento.

As causas do acidente serão investigadas pela Força Aérea Brasileira, por meio do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA). Equipes do Terceiro Serviço Regional (SERIPA III) estiveram no local para coletar evidências e levantar informações técnicas. A Polícia Civil de Minas Gerais também instaurou procedimento para apurar as circunstâncias da queda.

Os corpos das vítimas fatais serão encaminhados ao Instituto Médico-Legal Dr. André Roquette, na capital mineira, onde passarão por exames periciais. Ainda não há informações sobre os velórios e sepultamentos.

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