
A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu o inquérito que investigava um corretor de imóveis suspeito de se apropriar de valores pertencentes a uma cliente em transações imobiliárias realizadas em Patos de Minas. O profissional foi indiciado por apropriação indébita agravada, após apuração apontar um prejuízo de R$ 14 mil à vítima.
Segundo a investigação, o caso começou a ser apurado após a cliente procurar a delegacia em agosto de 2025 para denunciar irregularidades envolvendo a venda de um imóvel herdado do pai, um sítio localizado na comunidade de Córrego Rico. De acordo com o relato, ela contratou o corretor para conduzir uma permuta do terreno por um imóvel urbano e, posteriormente, intermediar a comercialização da nova propriedade.
Conforme a Polícia Civil, o imóvel foi vendido por R$ 220 mil, sendo R$ 68 mil pagos como entrada e o restante financiado. A cliente quitou a comissão acertada de 5%, no valor de R$ 11 mil. No entanto, durante as tratativas, ela teria descoberto que a compradora repassou ao corretor R$ 76 mil, mas apenas R$ 68 mil foram transferidos à proprietária, indicando a retenção indevida de R$ 8 mil.
As investigações também apontaram outro suposto desvio envolvendo serviços relacionados ao processo de usucapião e financiamento do sítio. Conforme o inquérito, a vítima entregou R$ 7,5 mil para custear despesas processuais, porém apenas R$ 1,5 mil teriam sido repassados ao advogado responsável. Os outros R$ 6 mil, segundo a apuração, não tiveram a destinação informada à cliente.
Somados, os valores supostamente apropriados chegaram a R$ 14 mil. A polícia destacou que os indícios reunidos sustentam a acusação de que o investigado teria agido com intenção de obter vantagem patrimonial indevida por meio de fraude.
Ainda segundo a vítima, consultas ao Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci) revelaram que o profissional responde a outros procedimentos disciplinares e ações judiciais relacionadas ao exercício da profissão.
Durante o andamento do inquérito, a Polícia Civil informou ter realizado tentativas de localizar o suspeito em diferentes endereços, mas ele não foi encontrado para ser intimado.
Com a conclusão das investigações, o caso foi encaminhado ao Poder Judiciário e aguarda análise do Ministério Público de Minas Gerais, que deverá decidir sobre eventual denúncia criminal.