Uma mulher de 42 anos foi conduzida pela Polícia Militar na manhã de quinta-feira (12) após se envolver em um episódio de agressão contra uma funcionária do Hospital Santa Casa de Misericórdia, em Patos de Minas. A ocorrência foi registrada por volta das 7h, na Avenida Marabá, no bairro Alto dos Caiçaras.
De acordo com a Polícia Militar, a porteira da unidade hospitalar acionou o telefone de emergência relatando ter sido empurrada por uma mulher que insistia em entrar no local. A funcionária explicou aos policiais que uma de suas atribuições é controlar o acesso de visitantes e impedir a entrada de pessoas fora dos horários permitidos.
Segundo o relato, a mulher chegou ao hospital procurando informações sobre a filha, que estaria internada aguardando o nascimento de um bebê. Ela se dirigiu ao pronto-socorro e afirmou que precisava entrar para localizar a gestante. Ao ser informada de que não poderia acessar o local naquele momento, já que não era o setor de visitas e o horário não permitia a entrada, ela teria se irritado e empurrado a porteira duas vezes.
Ao ser abordada pelos militares, a mulher confirmou que foi ao hospital em busca de notícias da filha. Conforme seu relato, após não conseguir as informações desejadas, tentou entrar na unidade, o que gerou uma discussão com a funcionária. Durante o desentendimento, ela admitiu ter se exaltado e empurrado a porteira.
Um técnico de enfermagem que presenciou a situação relatou aos policiais que viu a mulher discutindo de forma agressiva com a funcionária enquanto tentava forçar a entrada. Em determinado momento, segundo ele, a suspeita empurrou a porteira, que reagiu segurando a mulher e conduzindo-a para fora do hospital.
Diante da situação, as duas foram levadas para a Delegacia de Plantão da Polícia Civil de Patos de Minas, onde foi registrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO). O caso foi enquadrado como contravenção penal de vias de fato, prevista no artigo 21 da Lei das Contravenções Penais.
Por se tratar de infração de menor potencial ofensivo, a mulher assinou um termo se comprometendo a comparecer ao Juizado Especial Criminal da comarca quando for intimada. Após o procedimento, ela foi liberada e deverá aguardar a convocação da Justiça. Consultas aos sistemas policiais não apontaram antecedentes envolvendo a acusada.
