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Mulher suspeita de atuar como “laranja” de organização criminosa é alvo da Operação Glifosato

Segunda fase da operação cumpriu mandado em Uberaba e apura esquema de roubos, furtos, receptação de defensivos agrícolas e lavagem de dinheiro

Paulo Sérgio
Por: Paulo Sérgio
19/06/2026 às 10h03
Mulher suspeita de atuar como “laranja” de organização criminosa é alvo da Operação Glifosato
Divulgação /Polícia Civil

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) deflagrou, nesta quarta-feira (17), a segunda fase da Operação Glifosato, que investiga uma organização criminosa suspeita de atuar em roubos, furtos, receptação de defensivos agrícolas e lavagem de dinheiro em diversas regiões do estado.

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Durante a ação, policiais civis cumpriram um mandado de busca e apreensão em Uberaba, no Triângulo Mineiro. A medida foi direcionada a uma mulher de 29 anos, investigada por suposto envolvimento no esquema criminoso.

Segundo a Polícia Civil, a suspeita seria companheira de um dos investigados e teria atuado como "laranja" em movimentações financeiras ligadas ao grupo. As investigações apontam que ela movimentou mais de R$ 1 milhão em um período de três anos, valor considerado incompatível com sua capacidade financeira aparente.

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Durante o cumprimento do mandado, foram apreendidos aparelhos celulares e documentos que passarão por análise para auxiliar na continuidade das investigações.

Primeira fase resultou em 26 prisões

A primeira fase da Operação Glifosato foi realizada em outubro de 2024 e resultou na prisão de 26 investigados.

Na ocasião, também foram apreendidos 69 veículos, incluindo automóveis de luxo, além do sequestro judicial de 32 imóveis e do bloqueio de milhões de reais em bens e valores supostamente ligados às atividades criminosas.

Com o avanço das investigações, a Polícia Civil instaurou um novo inquérito para identificar outros integrantes da organização criminosa, o que motivou a nova etapa da operação.

Investigação começou após roubo de carga em Sacramento

De acordo com a PCMG, as investigações tiveram início após um roubo registrado em 14 de fevereiro de 2022, na rodovia MGC-646, em Sacramento, no Triângulo Mineiro.

Na ocasião, dois trabalhadores transportavam aproximadamente cinco mil litros de defensivos agrícolas, avaliados em cerca de R$ 200 mil, quando foram interceptados por criminosos. Um dos suspeitos efetuou disparo de arma de fogo para intimidar as vítimas e roubar a carga.

Poucos dias depois, o caminhão utilizado no transporte foi localizado escondido em um galpão na cidade de Uberaba. A partir da recuperação do veículo, os investigadores conseguiram identificar diversos envolvidos, apontados como integrantes de uma organização criminosa com atuação em várias regiões de Minas Gerais.

Grupo é suspeito de movimentar R$ 166 milhões

As apurações revelaram um sofisticado esquema de crimes patrimoniais e ocultação de patrimônio. Conforme levantamentos da Polícia Civil, a organização criminosa teria movimentado cerca de R$ 166 milhões entre os anos de 2019 e 2022.

Os valores são investigados por supostamente terem origem em atividades ilícitas relacionadas ao roubo, furto e receptação de defensivos agrícolas, além de operações de lavagem de dinheiro.

As investigações seguem sob responsabilidade da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Rurais de Uberaba.

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