
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) localizou, nesta quarta-feira (17), uma nova plantação ilegal de maconha na zona rural de Unaí, no Noroeste de Minas. Segundo as investigações, a área estaria ligada a uma organização criminosa suspeita de atuar no cultivo, processamento e distribuição de entorpecentes em diferentes regiões do estado.
Esta é a quarta estrutura associada ao grupo criminoso identificada pelas forças de segurança ao longo das investigações, que vêm sendo conduzidas pela Delegacia de Polícia Civil de Araçuaí, no Vale do Jequitinhonha, com apoio do 15º Departamento de Polícia Civil, em Teófilo Otoni, da Delegacia Regional de Pedra Azul e da Delegacia Regional de Unaí.
De acordo com a Polícia Civil, os levantamentos permitiram identificar o local utilizado para o plantio da droga, reforçando as evidências já reunidas durante a apuração e apontando para a expansão das atividades criminosas para diferentes regiões de Minas Gerais.
As apurações tiveram início em 26 de maio deste ano, quando equipes das delegacias de Araçuaí e Pedra Azul localizaram uma extensa plantação de maconha na zona rural de Virgem da Lapa, no Vale do Jequitinhonha.
A descoberta ocorreu durante diligências relacionadas a uma investigação de sequestro no município de Coronel Murta. Na ocasião, os policiais encontraram aproximadamente 30 mil pés de maconha cultivados na propriedade.
O avanço das investigações levou à deflagração da Operação Erva Daninha, realizada em 4 de junho na zona rural de Grão Mogol, no Norte de Minas.
Durante a ação, os policiais localizaram uma segunda estrutura ligada ao grupo criminoso, onde cerca de 1,8 tonelada de maconha em fase de preparação para distribuição foi apreendida e posteriormente incinerada.
Com a descoberta da nova área em Unaí, a Polícia Civil reforça a suspeita de que a organização mantinha uma ampla rede de produção e distribuição de drogas, utilizando propriedades rurais em diferentes regiões do estado.
Segundo a PCMG, as investigações continuam para identificar todos os integrantes da organização criminosa, além de aprofundar as apurações sobre a estrutura utilizada para o cultivo, armazenamento e comercialização da droga.
Os trabalhos também buscam esclarecer a dimensão da atuação do grupo e possíveis conexões com outros crimes investigados pelas autoridades.