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Preso da Operação Compliance Zero morre sob custódia da PF em MG; caso levanta questionamentos

De acordo com a Polícia Federal, Mourão “atentou contra a própria vida” enquanto estava sob custódia. As circunstâncias da morte, no entanto, ainda não foram detalhadas publicamente

Por: Flavia Moreira
04/03/2026 às 21h01
Preso da Operação Compliance Zero morre sob custódia da PF em MG; caso levanta questionamentos
REPRODUÇÃO INTERNET

Morreu nesta quarta-feira (4) Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário” de Daniel Vorcaro. Ele estava preso na Superintendência Regional da Polícia Federal em Minas Gerais após ser alvo da terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga supostas fraudes envolvendo o Banco Master.

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De acordo com a Polícia Federal, Mourão “atentou contra a própria vida” enquanto estava sob custódia. As circunstâncias da morte, no entanto, ainda não foram detalhadas publicamente, o que levanta questionamentos e torna o episódio cercado de mistério, já que ele se encontrava dentro de uma unidade policial federal no momento do ocorrido.

Mourão havia sido preso preventivamente por suspeita de integrar um grupo que teria acessado indevidamente sistemas sigilosos de órgãos como a própria Polícia Federal, o Ministério Público Federal e a Interpol. As investigações também apontam que integrantes da organização criminosa teriam corrompido dois servidores do Banco Central do Brasil para obter informações confidenciais.

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Investigação e bloqueio bilionário

A terceira fase da operação foi deflagrada nesta quarta-feira para apurar crimes como ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos. As medidas judiciais foram autorizadas pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Entre as determinações está o afastamento de investigados de cargos públicos e o bloqueio de bens que podem chegar a R$ 22 bilhões. Segundo a decisão, a medida busca impedir a movimentação de ativos ligados ao grupo investigado e preservar recursos que possam ter relação com as irregularidades.

Crise e liquidação do Banco Master

As investigações também estão relacionadas à crise envolvendo o Banco Master. Após identificar indícios de irregularidades financeiras e uma grave deterioração de liquidez, o Banco Central determinou, em 18 de novembro, a liquidação extrajudicial de instituições do grupo, incluindo o Banco Master S/A, o Banco Master de Investimentos S/A, o Banco Letsbank S/A e a Master S/A Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários.

Posteriormente, em 21 de janeiro, o Will Bank, braço digital do conglomerado ligado a Vorcaro, também teve o encerramento forçado.

Segundo as investigações, o Banco Master teria oferecido Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com rentabilidade muito acima da média do mercado. Para sustentar esses rendimentos, a instituição teria assumido riscos elevados e estruturado operações que inflavam artificialmente o balanço financeiro, enquanto a liquidez se deteriorava.

A Polícia Federal aponta que o esquema pode representar um dos episódios mais graves já registrados no sistema financeiro brasileiro, envolvendo não apenas suspeitas de fraude, mas também tensões institucionais entre órgãos como o STF, o Tribunal de Contas da União (TCU), o Banco Central e a própria Polícia Federal.

Enquanto as investigações continuam, a morte de Mourão sob custódia federal acrescenta um novo capítulo ao caso e deve ser apurada para esclarecer as circunstâncias em que ocorreu.

 
 
 
 
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