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Piloto é detido em Congonhas suspeito de liderar esquema de exploração sexual infantil

As vítimas, com idades entre 11 e 15 anos, eram levadas a motéis mediante o uso de documentos falsificados.

Por: Flavia Moreira
09/02/2026 às 09h34
Piloto é detido em Congonhas suspeito de liderar esquema de exploração sexual infantil
Foto ilustrativa gerada por IA

Um piloto de 60 anos, funcionário da companhia aérea Latam, foi preso na manhã desta segunda-feira (9) no Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo. Ele é suspeito de integrar e chefiar uma organização criminosa voltada ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes. A prisão aconteceu dentro da cabine da aeronave e integra a operação “Apertem os Cintos”, conduzida pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).

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De acordo com a Polícia Civil, uma mulher de 55 anos também foi presa no âmbito da investigação. Conforme apurado, ela seria responsável por aliciar as próprias netas para o suspeito e outros integrantes do grupo criminoso. As vítimas, com idades entre 11 e 15 anos, eram levadas a motéis mediante o uso de documentos falsificados.

A Justiça expediu dois mandados de prisão temporária e oito mandados de busca e apreensão contra quatro investigados. A ação mobiliza uma força-tarefa formada por 32 policiais civis e 14 viaturas. Parte das equipes foi deslocada para o município de Guararema, no interior paulista, onde o piloto reside, para recolher documentos, computadores e outros dispositivos eletrônicos que possam contribuir com as investigações.

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Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o inquérito teve início em 2025 e apura uma série de crimes, entre eles estupro de vulnerável, favorecimento da prostituição e da exploração sexual de crianças e adolescentes, uso de documento falso, produção, armazenamento e compartilhamento de pornografia infantojuvenil, perseguição reiterada, aliciamento de menores e coação no curso do processo.

Ainda conforme a SSP, as provas reunidas indicam que os crimes fazem parte de uma estrutura organizada, com divisão de tarefas, atuação coordenada e prática recorrente. Os mandados judiciais foram expedidos diante de indícios robustos de autoria e do risco de destruição ou ocultação de provas, especialmente digitais.

Em nota, a Latam informou que tinha ciência da detenção de um tripulante durante o embarque do voo LA3900, que faria o trajeto entre os aeroportos de Congonhas e Santos Dumont, e esclareceu que a operação ocorreu sem impacto na malha aérea. A companhia afirmou que instaurou procedimento interno, está colaborando com as autoridades e reiterou que repudia qualquer prática criminosa, destacando o compromisso com elevados padrões de segurança e conduta.

A concessionária Aena, responsável pela administração do Aeroporto de Congonhas, também foi procurada para comentar o caso e ainda não se manifestou.

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