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Falha na supervisão de laboratório causou morte de paciente de 59 anos, aponta perícia

No decorrer do inquérito, os farmacêuticos responsáveis foram ouvidos e confirmaram que o funcionário era encarregado do fracionamento, procedimento que deveria ocorrer sob supervisão técnica. No entanto, as investigações constataram falhas na gestão do laboratório, incluindo a ausência de fiscalização adequada por parte dos responsáveis.

Por: Flavia Moreira
19/01/2026 às 16h31
Falha na supervisão de laboratório causou morte de paciente de 59 anos, aponta perícia
FOTO ILUSTRATIVA CRIADA POR IA

A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu o inquérito que apurou a morte de uma mulher de 59 anos, registrada após a ingestão de uma substância tóxica vendida de forma equivocada como manitol, em uma farmácia de manipulação localizada no município de Patrocínio, na região do Alto Paranaíba.

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O caso veio à tona em junho de 2025, quando sete pessoas procuraram atendimento médico apresentando sintomas de intoxicação após ingerirem, por via oral, um produto adquirido para a realização de exames de colonoscopia. O material havia sido comprado na mesma farmácia de manipulação.

Entre as vítimas, a mulher de 59 anos teve o quadro clínico agravado e morreu no dia 13 de junho do ano passado. Diante da gravidade da situação, a Polícia Civil instaurou investigação para esclarecer a causa da morte e as circunstâncias que levaram à intoxicação das demais pessoas.

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As apurações apontaram que, por um erro no processo de manipulação, a farmácia comercializou dez frascos contendo ácido bórico no lugar do manitol. A substância, de uso externo, é considerada tóxica quando ingerida e pode provocar complicações severas, como acidose metabólica, insuficiência renal aguda e choque.

Segundo a investigação, um funcionário do estabelecimento realizou o fracionamento incorreto do produto, utilizando ácido bórico em vez do insumo correto. Imagens do sistema interno de segurança registraram o momento em que o trabalhador retira a substância errada e separa previamente os frascos, sem a conferência adequada das etiquetas.

A perícia técnica da Polícia Civil apreendeu amostras dos produtos manipulados e confirmou, por meio de análise, a presença de ácido bórico nos frascos vendidos aos pacientes.

No decorrer do inquérito, os farmacêuticos responsáveis foram ouvidos e confirmaram que o funcionário era encarregado do fracionamento, procedimento que deveria ocorrer sob supervisão técnica. No entanto, as investigações constataram falhas na gestão do laboratório, incluindo a ausência de fiscalização adequada por parte dos responsáveis.

Ao final, o funcionário foi indiciado por homicídio culposo e lesão corporal culposa contra outras cinco vítimas intoxicadas. Já os farmacêuticos responsáveis responderão por homicídio culposo majorado e lesão corporal culposa majorada, devido à omissão no dever de fiscalização. O inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário.

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