
Durante patrulhamento ambiental realizado na última quarta-feira (18), equipes do GEPAM (Grupamento de Policiamento Ambiental) flagraram três homens realizando caça ilegal de animais silvestres e porte irregular de armas de fogo na região conhecida como "Porto do Saco", zona rural de Natalândia, no Noroeste de Minas.
De acordo com a Polícia Militar, a equipe recebeu denúncias sobre a prática de caça, captura de animais silvestres com uso de armas de fogo e também pesca predatória, feita de maneira irregular por pessoas não cadastradas como pescadores profissionais.
Após diligências intensas, os militares conseguiram abordar três suspeitos em plena atividade de caça. Um deles é um policial militar da reserva, oriundo do Distrito Federal. Durante buscas pessoais e veiculares, foram localizadas duas armas de fogo, registradas em nome do militar, mas que estavam sendo utilizadas pelos outros dois envolvidos. Ambos admitiram ter utilizado os armamentos para abater animais silvestres.
No bolso do militar reformado, também foram encontradas munições calibre .44, além de um carregador com munições calibre .40 no interior do veículo. Na traseira do carro, dentro de uma caixa de isopor, estavam os animais abatidos.
Os autores confessaram que havia mais materiais em uma residência próxima, pertencente a um dos envolvidos. Com a autorização do morador, os policiais se deslocaram até o local e apreenderam:
01 Espingarda calibre 12 (CBC)
53 munições calibre 12
01 Pistola 9mm (Taurus)
32 munições calibre 9mm
01 Espingarda artesanal (tipo “polveira”)
Diversas munições de calibres .44, .40, .22, .38, .32 e .28
02 carregadores de 9mm e 01 carregador de .40
01 arbalete/arpão
01 tatu e 01 capivara abatidos com disparos de arma de fogo
32,4 kg de pescado fora dos padrões permitidos e sem comprovação de origem
Diante dos fatos, os três autores receberam voz de prisão em flagrante por porte ilegal de arma de fogo, crime ambiental (caça de animal silvestre) e pesca predatória. Eles foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil de Unaí/MG, onde foram formalizados os registros e autuações administrativas.
A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) foi acionada sobre o envolvimento do militar da reserva. Embora tenha informado que não enviaria uma equipe ao local, orientou que o Registro de Evento de Defesa Social (REDS) fosse posteriormente encaminhado. A condução do militar preso foi realizada por um superior hierárquico, conforme previsto nos protocolos institucionais.
A ação demonstra a efetividade do policiamento ambiental em áreas rurais e a importância da denúncia da população para o combate aos crimes contra a fauna e flora brasileiras.