Estamos a assistir a grande polêmica sobre a sugestão do filho do presidente da república, para ocupar o cargo de embaixador nos Estados Unidos da América. A imprensa trata o caso como se o indicado seja uma pessoa inteiramente desqualificada para ocupar o cargo em epígrafe. Em momento nenhum é dito que se trata de um deputado federal em segundo mandato, tem curso superior completo e funcionário concursado da Polícia Federal do Brasil, aluno de um curso de pós-graduação em economia ainda em andamento, fala inglês e espanhol, tem a idade requerida para o cargo e ficha corrida policial social sem máculas sociais que possam criar constrangimentos para os demais nacionais.
Como sabemos, ser embaixador é um cargo da mais absoluta confiança do presidente da República e que tem a especial finalidade de manter a politica externa do país junto à nação onde ele irá servir como representante máximo do Brasil junto àquele pais. O embaixador a serviço em qualquer país dispõe de uma plêiade de funcionários do ministério que dão suporte técnico a todos aqueles que ocupam este cargo em qualquer local das nossas representações diplomáticas, mundo afora!
Em momento algum, embaixador nenhum, tomará decisões precipitadas em desconformidade com o que propõe a política de relacionamento internacional com as demais nações com quem o Brasil se relaciona sem comunicara à autoridade máxima nacional vigente no país.
O fato de um candidato ser, apenas, indicado para um cargo semelhante não significa que venha a ser efetivado no posto, simplesmente, por ser filho de quem quer que seja, inclusive do presidente da República. Qualquer indicado é sabatinado pelo Congresso Nacional, que aprova ou não o seu nome para a ocupação do cargo indicado. Portanto se o apontado for aprovado pelos membros do Congresso Nacional, a responsabilidade do envio do mesmo para a embaixada indicada passa a ser, não do pai do indicado, mas do colegiado que o questionou para a ocupação da função esteja ela onde estiver!
A ocupação de uma colocação dessa natureza exige, antes de mais nada, a aceitação do mandatário do país para o qual o mesmo está a ser encaminhado. Segundo o que assistimos, o presidente americano não só aceitou a indicação como teceu comentários positivos pessoais ao indicado. Os comentários indicam que o recomendado terá um transito mais acessível junto ao grande mandatário do norte.
[email protected] – 11082019.