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Minas Gerais True-False

Operação ‘True-False’ desarticula organização criminosa com atuação em Minas Gerais, São Paulo e Espírito Santo

Grupo praticava fraudes relacionadas ao emplacamento de veículos, falsificação de documentos públicos e privados e falsidade ideológica

16/04/2021 22h13
Por: Paulo Sérgio Fonte: MPMG
Divulgação
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O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) Regional da Zona da Mata, em conjunto com os Gaecos do Espírito Santo e de São Paulo e com as Promotorias de Justiça de Carangola, deflagrou na manhã desta sexta-feira, 16 de abril, a operação “True-False”.

Foram cumpridos nove mandados de busca e um mandado de prisão, sendo o líder da organização criminosa preso em Campinas/SP. Há um indivíduo foragido, da cidade de Guacuí-ES.

Na ação, foram apreendidos diversos documentos, celulares, computadores e outros objetos de interesse da investigação, além de R$7 mil na residência de um dos alvos. 

O objetivo é apurar a prática de crimes por uma das principais organizações criminosas de âmbito interestadual, especializada em esquemas relacionados à confecção de certificados de registros de veículos (CRVs) falsos, emplacamentos de veículos inexistentes e emissão de documentos públicos e privados em nome de terceiras pessoas (“laranjas”).

Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos nos municípios de Carangola-MG, Reduto-MG, Manhuaçu-MG, Guaçuí-ES e Campinas-SP. Também foram cumpridos mandados de prisão preventiva nas cidades de Campinas-SP e Guaçuí-ES.

De acordo com as investigações, o grupo criminoso fomentou o “comércio ilícito de CRVs” em Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo, atuando, inclusive, junto a outras organizações criminosas independentes, com diversas finalidades, entre elas: “esquentar” carros que foram objeto de crimes contra o patrimônio, em especial furtos e roubos; praticar “golpes do seguro”, consistentes na comunicação falsa de delitos às seguradoras para recebimento dos prêmios; praticar os chamados “golpes do financiamento”, em que há a realização de financiamentos de veículos inexistentes; e realizar empréstimos bancários com oferta de garantia lastreada nos documentos fraudados.

Segundo o coordenador do Gaeco Regional da Zona da Mata, promotor de Justiça Breno Costa da Silva Coelho, as recentes provas produzidas no procedimento investigatório indicam que a associação criminosa desvelada em Carangola possui conexão com outras associações e organizações criminosas autônomas, havendo fortes indícios no sentido do envolvimento de despachantes, empresários e agentes públicos que exercem suas funções junto aos Detrans nos esquemas criminosos, sendo usual a utilização de “laranjas” e pessoas jurídicas “fantasmas” para a concretização dos delitos.

Estão sendo apurados os crimes previstos nos artigos 288 (associação criminosa), 317, parágrafo 1º (corrupção passiva), 333 (corrupção ativa), 298 (falsificação de documento particular) e 299 (falsidade ideológica), todos do Código Penal, e no artigo 2º, caput, c.c. parágrafo 4º, inciso II, da Lei nº. 12.850/2013, entre outras infrações penais, como lavagem de dinheiro.

A operação desta sexta-feira contou com a participação de promotores de Justiça dos estados de Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo, de servidores dos respectivos Ministérios Públicos, de policiais militares e civis de Minas Gerais, São Paulo e Espírito Santo, de delegado de Polícia do Gaeco da Zona da Mata e de servidores públicos estaduais.

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