
“Tivemos que utilizar técnicas avançadas e complexas para chegar à autoria intelectual desses crimes, pois os criminosos usaram dados falsos de telefonia, veículos adulterados e locados em nome de ‘laranjas’.
Para executar o crime, os envolvidos utilizaram um veículo roubado no Distrito Federal, que foi posteriormente incendiado na tentativa de apagar provas. A investigação revelou que o preso foi monitorado com antecedência, e o ataque foi meticulosamente planejado para ocorrer no retorno à unidade prisional.
O caso foi descrito como um dos mais desafiadores pela Polícia Civil de Unaí. Segundo o delegado Edvan Luiz Nogueira, os criminosos utilizaram uma série de artifícios para tentar despistar as investigações.
“Tivemos que utilizar técnicas avançadas e complexas para chegar à autoria intelectual desses crimes, pois os criminosos usaram dados falsos de telefonia, veículos adulterados e locados em nome de ‘laranjas’. Eles se deslocaram de outra unidade federativa e monitoraram as vítimas por mais de uma semana, calculando o melhor horário e local para a execução”, explicou o delegado.
O julgamento teve duração de quase 12 horas e contou com a atuação do coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Regional Paracatu, promotor de Justiça Júlio Cesar de Oliveira Miranda.
“Estou satisfeito com o resultado do julgamento. A condenação foi possível graças ao excelente trabalho investigativo da Polícia Civil e ao comprometimento da sociedade e do Tribunal do Júri para que crimes dessa natureza não fiquem impunes”, afirmou o promotor.
O condenado deve cumprir pena em regime fechado, sem direito a apelação em liberdade. Outros possíveis envolvidos seguem sendo investigados.