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Vazamento de esgoto da COPASA provoca mortandade de peixes em Brasilândia de Minas e transtorno para moradores

Muitos moradores utilizam água do córrego por meio de poços artesianos para consumo próprio, irrigação de plantações e abastecimento de animais. A

Por: Flavia Moreira
02/10/2025 às 12h55
Vazamento de esgoto da COPASA provoca mortandade de peixes em Brasilândia de Minas e transtorno para moradores
POLICIA MILITAR

Um grave vazamento de esgoto sanitário da COPASA, que já se estende por mais de 11 dias, provocou a contaminação do córrego Canudos, em Brasilândia de Minas, levando à morte de centenas de peixes, prejuízos ambientais e diversos transtornos para moradores da região. O córrego, que deságua no rio Paracatu, era o último curso d’água limpo dentro da área urbana do município.

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O vazamento se originou na área urbana da cidade, onde uma rede da companhia rompeu e passou a jorrar dejetos in natura continuamente, criando um fluxo de esgoto por cerca de 3 km até alcançar o rio. Durante esse percurso, o esgoto formou poças de lama tóxica, provocando a asfixia de peixes das espécies piau, matrichã e curimbatá, além de alterações no solo por conta da movimentação de terra.

Cratera, isolamento e prejuízos pessoais

Em frente à residência da moradora Camila Rafaely Gomes Fonseca, onde ocorreu o rompimento, a rua cedeu e se formou uma cratera sem qualquer tipo de sinalização ou proteção, impossibilitando a entrada e saída segura da casa. A situação bloqueou a garagem da moradora por quase duas semanas, levando-a a cancelar compromissos profissionais, alterar o local de trabalho e sofrer prejuízos diretos à sua rotina.

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Apesar de repetidas reclamações feitas à COPASA, tanto ao escritório local quanto à gerência regional em Januária, nenhuma ação efetiva foi tomada nos primeiros dez dias. Somente após esse período foi enviado um caminhão limpa-fossa com hidrojato, quando os danos já haviam se agravado.

Durante todo esse tempo, milhares de litros de esgoto escoaram dia e noite pelas vias e terrenos, exalando forte odor e causando mal-estar entre os moradores de vários quarteirões das redondezas.

Vistoria constata gravidade ambiental e riscos à saúde

A situação chegou nesta semana ao conhecimento da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e da Defesa Civil, que realizaram uma vistoria técnica acompanhada pelos vereadores Edson Fernandes e Carlinhos do Açougue. A equipe constatou a gravidade da contaminação, com substâncias tóxicas atingindo áreas de uso humano, colocando em risco a população, os animais e o meio ambiente.

Muitos moradores utilizam água do córrego por meio de poços artesianos para consumo próprio, irrigação de plantações e abastecimento de animais. A cena no local era crítica: centenas de peixes mortos, água com coloração acinzentada e forte odor, agravados pelo período de estiagem e baixa vazão das nascentes.

Defesa Civil tomará medidas urgentes

O coordenador da Defesa Civil, Geraldo Pablo, lavrou um Relatório de Ocorrência e anunciou medidas emergenciais.

“N Vamos emitir alertas à população das margens do córrego Canudos para que não consumam a água. Caso necessário, o fornecimento emergencial será feito com carros-pipa da prefeitura”, afirmou.

Ele também informou que o caso será encaminhado à Polícia Militar Ambiental e ao Ministério Público de João Pinheiro, citando indícios de crime ambiental e possível perigo à vida e à saúde, com base no artigo 132 do Código Penal (periclitação da vida ou saúde).

Os moradores afetados também foram orientados a buscar a Justiça para reparação pelos danos sofridos, tanto materiais quanto morais, atribuídos à negligência da COPASA.

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