
Após intensa investigação, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) prendeu três homens — de 35, 41 e 60 anos — suspeitos de integrar uma organização criminosa responsável pelo roubo de aproximadamente 120 toneladas de café beneficiado. O crime, ocorrido no dia 22 de junho deste ano em uma fazenda localizada no município de Várzea da Palma, no Norte do estado, gerou um prejuízo estimado em R$ 4 milhões.
Segundo a Polícia Civil, a quadrilha especializada em ataques ao setor produtivo rural agiu de forma articulada e violenta. Cerca de 15 criminosos fortemente armados invadiram a propriedade, renderam oito funcionários, cortaram a conexão de internet local e utilizaram drones e rádios comunicadores para monitorar a ação. Três carretas foram usadas para transportar a carga de forma clandestina.
A PCMG representou junto ao Judiciário pelo bloqueio de R$ 1,3 milhão em contas bancárias ligadas aos investigados, além da imposição de restrições judiciais a cerca de 40 veículos utilizados pelo grupo criminoso, avaliados em aproximadamente R$ 8 milhões — entre carretas, caminhonetes e semirreboques. As medidas têm como objetivo garantir o ressarcimento à vítima, conforme previsto na legislação penal.
As prisões ocorreram nos dias 22 e 24 de julho, durante operação policial deflagrada nos municípios de Paracatu, no Noroeste do estado, e Tupaciguara, no Triângulo Mineiro. Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão.
Em Paracatu, pai e filho foram detidos. O homem de 60 anos é suspeito de oferecer apoio logístico à organização, utilizando sua empresa de transporte para tentar legalizar o deslocamento da carga roubada. Já o filho, de 35 anos, teria participado diretamente da ação criminosa na fazenda e conduzido uma das carretas apreendidas.
Em Tupaciguara, foi preso um homem de 41 anos, apontado como responsável por transportar parte do café subtraído.
De acordo com o delegado João Victor Leite, responsável pela operação, parte da carga foi localizada dias após o crime. “Em menos de uma semana, 50 toneladas do café roubado foram recuperadas em Coromandel, no Alto Paranaíba, e duas carretas utilizadas no transporte ilegal foram apreendidas”, informou.
Em coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira (29), o chefe do Departamento Estadual de Investigação de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri), delegado-geral Felipe Freitas, ressaltou o empenho da Polícia Civil no combate aos crimes que afetam o meio rural.
“A PCMG está com o projeto Campo Seguro, e estamos intensificando o combate às ações de criminosos que têm praticado crimes no meio rural. Diversas operações estão em andamento, principalmente nas regiões do Triângulo e do Sul de Minas”, afirmou.
A investigação foi conduzida pela Delegacia Especializada em Investigação e Repressão a Crimes Rurais do Depatri, com apoio das unidades da PCMG em Pirapora, Buritizeiro, Paracatu e Tupaciguara. As diligências prosseguem para identificar outros membros da quadrilha e desarticular completamente a organização criminosa.