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Dataside cresce 109% no trimestre e aposta em IA sob medida
A Dataside, consultoria brasileira especializada em dados e inteligência artificial, fechou o primeiro trimestre de 2026 com crescimento de 109,35%...
28/07/2026 12h10
Por: Paulo Sérgio Fonte: Agência Dino

Dataside, consultoria brasileira especializada em dados e inteligência artificial, registrou crescimento de 109,35% nas vendas no primeiro trimestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2025 e concentrou, em três meses, 80% da receita total de IA obtida em 2025. O aumento decorre da expansão da linha de soluções de IA generativa customizadas, desenvolvidas sobre modelos de mercado como Claude (Anthropic), GPT (OpenAI) e Microsoft Copilot.

De acordo com o estudo "The GenAI Divide: State of AI in Business 2025", elaborado pelo MIT, 95% dos pilotos corporativos de IA generativa não geram impacto financeiro mensurável. Projetos conduzidos por fornecedores especializados apresentam taxa de sucesso de 67%, quase o dobro dos 33% observados em iniciativas internas.

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Caio Amante, CEO da Dataside, descreve o cenário como um ponto cego da atual onda de IA no Brasil: "Há muita empresa contratando ferramenta de IA achando que vai resolver. O problema continua igual, porque ferramenta sozinha não conhece o negócio de ninguém". A consultoria afirma que a maioria das demandas corporativas requer adaptações específicas ao contexto regulatório, ao legado tecnológico e ao vocabulário interno de cada organização.

Letícia Carvalho, COO da Dataside, reforça que "o que muda entre um cliente e outro não é o modelo, é o contexto". Ela explica que a escolha do modelo depende de fatores como necessidade de processamento de textos extensos (Claude), maturidade do ecossistema (GPT) ou integração nativa com ambientes Microsoft (Copilot). Em alguns casos, a empresa utiliza modelos abertos, como Llama ou Mistral, em infraestrutura privada para atender exigências regulatórias.

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A consultoria posiciona‑se como orientadora da decisão, não como fornecedora única. "O cliente chega com um problema, e o trabalho é entender. Há casos que exigem IA generativa customizada, outros que demandam governança de dados antes de pensar em IA, e ainda situações em que basta otimizar uma query crítica", revela Carvalho. Segundo a diretoria, essa postura tem gerado indicações que contribuíram significativamente para o crescimento de 109% no trimestre.

Projetos recentes demonstram ganhos mensuráveis. Na Unilever, a solução de IA aplicada ao período da Copa do Mundo reduziu despesas operacionais de marketing. Na +A Educação, a análise acadêmica que levava 40 dias passou a ser concluída em 3 minutos. Na Hyundai, modelos de IA no processo comercial aumentaram a assertividade de vendas e reduziram custos operacionais em mais de 40%. No Queevo Group, a consultoria diminuiu em 79% o custo anual do ambiente PostgreSQL na AWS, conforme relato de Felipe Amaral, CTO da empresa.

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A empresa mantém parcerias estratégicas com Microsoft, Databricks, Snowflake e AWS, além de relacionamentos técnicos com Anthropic, OpenAI e Microsoft para sustentar a oferta customizada. A diretriz interna para 2026, denominada AI Fast, prioriza velocidade de implantação, retorno sobre investimento mensurável e impacto direto em métricas de negócio. "IA virou commodity de discurso. Continua sendo raridade no balanço. Nosso trabalho é mudar essa segunda parte — um cliente de cada vez", conclui Carvalho.

A IDC projeta que o mercado brasileiro de inteligência artificial movimentará US$ 4,2 bilhões em 2026, representando 41,7% do gasto total da América Latina com a tecnologia. Dados da própria Dataside indicam que, mantido o ritmo, a frente de IA deve fechar o ano com receita mais de três vezes superior à de 2025.