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BuyCo movimenta R$ 36 milhões em transações no semestre
Operações envolveram venda de empresas, assessoria de crédito e negócios em setores como panificação, farmácias, equipamentos fitness e serviços.
24/07/2026 13h10
Por: Paulo Sérgio Fonte: Agência Dino

BuyCo encerrou o primeiro semestre de 2026 com seis transações concluídas, que somaram R$ 36 milhões em valor transacionado. O volume representa uma média de R$ 6 milhões por operação e equivale ao ritmo de uma negociação finalizada a cada 30 dias, segundo dados da própria companhia.

As operações envolveram a venda parcial ou total de empresas, além de transações ligadas à estruturação financeira e assessoria de crédito. Os negócios concluídos passaram por setores como indústria de panificação, redes de farmácia, fabricação de equipamentos fitness, esquadrias metálicas e empresas de serviços.

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O resultado ocorre em um cenário no qual pequenas e médias empresas (PMEs) têm buscado alternativas para sucessão empresarial, reorganização societária, expansão por aquisição e acesso a capital. Nesse contexto, operações de fusões e aquisições (M&A), venda de participação, compra de ativos e assessoria de crédito aparecem como instrumentos utilizados por empresários em diferentes momentos do ciclo de crescimento.

Entre as operações do semestre está a venda da marca Vale do Sol para o Grupo Baldini. A empresa, com mais de 20 anos de atuação no mercado de panificação, passou por uma transação relacionada à sucessão dos fundadores e à continuidade dos ativos comerciais sob nova gestão. O caso ilustra um movimento comum em empresas de médio porte, nas quais a ausência de sucessores pode levar os sócios a avaliar uma venda estruturada.

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Outra frente relevante no período foi a operação de crédito estruturado para o Grupo JM Forros, empresa do interior de Minas Gerais com faturamento superior a R$ 50 milhões. A estruturação teve como objetivo apoiar o crescimento do grupo, incluindo busca por novas receitas, fortalecimento operacional e desenvolvimento de novas linhas de produção.

De acordo com Rafaela Rossi, cofundadora e CBO da BuyCo, o primeiro semestre mostrou que a demanda por transações não está concentrada em um único setor da economia.

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"O volume transacionado no semestre mostra que empresas de diferentes segmentos têm buscado caminhos estruturados para venda, captação, sucessão ou crescimento por aquisição. Em muitos casos, a transação não envolve apenas a venda integral da empresa, mas também a reorganização de ativos, entrada de investidores ou estruturação financeira", afirma.

A diversificação dos setores atendidos também reflete a presença de negócios de menor e médio porte em operações de M&A. Embora transações corporativas costumem estar associadas a grandes empresas, movimentos de compra e venda de negócios também têm ocorrido entre empresas familiares, companhias regionais e empreendedores que buscam liquidez, expansão ou continuidade operacional.

Segundo Rafaela, o avanço desse tipo de operação está relacionado à profissionalização das decisões estratégicas nas PMEs.

"O empresário de pequeno e médio porte tem buscado mais informação antes de vender, comprar ou captar recursos. Isso torna o processo mais técnico e reduz decisões baseadas apenas em percepção de valor. Valuation, organização financeira e clareza sobre o perfil do comprador passaram a ter um papel central nessas negociações", descreve.

Além das transações de venda de empresas, a assessoria de crédito também integrou a atuação da companhia no período. A frente envolve estruturação de operações financeiras, alongamento de dívida, captação de recursos e análise de alternativas para empresas que buscam reorganizar passivos, financiar expansão ou acessar dinheiro novo para sustentar planos de crescimento.

Na avaliação da BuyCo, a atuação em M&A e crédito estruturado reflete duas demandas recorrentes entre PMEs: reorganização de participação societária, por meio de operações de equity, e adequação da estrutura financeira, por meio de crédito, alongamento de dívida ou captação de recursos. Essas alternativas podem ser utilizadas tanto em processos de sucessão e venda quanto em estratégias de expansão.

Para o segundo semestre, a BuyCo projeta manter o ritmo de transações e encerrar 2026 com mais de R$ 100 milhões em empresas negociadas, parcial ou totalmente. A expectativa, segundo a companhia, considera operações em andamento e a continuidade da demanda por soluções de M&A, crédito e estruturação financeira entre pequenas e médias empresas.

Para saber mais, basta acessar: https://buyco.com.br.