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Reforma tributária entra em fase decisiva em 2026
A partir de agosto, empresas do regime regular passam a ser obrigadas a preencher os campos de IBS e CBS nos documentos fiscais, marco da transição...
24/07/2026 09h50
Por: Paulo Sérgio Fonte: Agência Dino

A reforma tributária do consumo alcança um marco prático em agosto de 2026, quando passa a ser obrigatório o preenchimento dos campos relativos ao Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e à Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) nos documentos fiscais eletrônicos das empresas do regime regular. A medida integra a fase de transição iniciada em 1º de janeiro deste ano, considerada um período de testes, no qual os novos tributos têm caráter informativo e não há recolhimento efetivo.

Instituída pela Emenda Constitucional 132, de 2023, e regulamentada pela Lei Complementar 214, de 2025, a reforma substitui cinco tributos — PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS — por um modelo de Imposto sobre Valor Agregado (IVA) dual, formado por IBS e CBS. Segundo a Receita Federal, desde janeiro os contribuintes já devem emitir notas com o destaque dos novos tributos, ainda sem efeito de cobrança.

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De acordo com o Comitê Gestor do IBS (CGIBS), a partir de agosto não será permitida a emissão de documentos fiscais sem os novos campos, que trarão uma alíquota de teste de 1%, dividida em 0,9% de CBS e 0,1% de IBS, sem aumento da carga tributária no período. A cobrança plena da CBS está prevista para 2027, enquanto a substituição total de ICMS e ISS deve se concluir até 2033.

Na avaliação do time técnico da RomaWise, empresa especializada em gestão tributária, o ano de testes não deve ser tratado como prazo de espera. Segundo a companhia, ainda que erros não gerem multas em 2026, as informações ficam registradas e sujeitas a cruzamentos eletrônicos, o que pode resultar em autuações a partir de 2027. Por isso, a empresa recomenda que a adaptação de sistemas, o ajuste de cadastros e a revisão de parametrizações fiscais sejam tratados como prioridade ainda neste ano.

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Integração entre áreas

Os especialistas também ponderam que um dos pontos mais sensíveis da transição está na integração entre as áreas fiscal, contábil e de tecnologia da informação. De acordo com os tributaristas da empresa, inconsistências cadastrais e versões desatualizadas de notas técnicas comprometem a qualidade das informações transmitidas, e a uniformização das regras tende a se consolidar de forma gradual, o que exige acompanhamento contínuo das normas.

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Com a aproximação do novo marco, a transição deixa de ser um debate sobre o futuro e passa a exigir decisões operacionais imediatas. A preparação antecipada, segundo a RomaWise, é o que permite às empresas reduzir riscos, evitar retrabalho e transformar a conformidade tributária em previsibilidade para o caixa.

Para saber mais, basta acessar: https://romawise.com/