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Quase metade das PMEs sofreu ataque cibernético
Quase metade das PMEs sofreram ao menos um incidente de segurança cibernética nos últimos 12 meses. Além disso, 61% dos entrevistados afirmam temer...
20/07/2026 13h20
Por: Paulo Sérgio Fonte: Agência Dino

A cibersegurança continua sendo um dos principais desafios para pequenas e médias empresas (PMEs). De acordo com um novo estudo da ESET, empresa líder em detecção proativa de ameaças, 45% das PMEs sofreram ao menos um incidente de segurança cibernética nos últimos 12 meses. Além disso, 61% dos entrevistados afirmam temer que suas organizações sejam alvo de ataques ao longo do próximo ano.

Segundo especialistas da ESET, os dados reforçam a necessidade de fortalecer a resiliência cibernética das PMEs, especialmente em um cenário de ampliação da superfície de ataque, digitalização acelerada dos negócios e adoção crescente de novas tecnologias. De acordo com o Fórum Econômico Mundial (FEM), as pequenas e médias empresas representam cerca de 90% das companhias no mundo e respondem por 70% dos empregos globais e por aproximadamente metade do PIB mundial.

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Além da frequência dos incidentes, a pesquisa mostra que as principais preocupações das empresas estão relacionadas à perda de dados, interrupções operacionais e impactos financeiros decorrentes de ataques cibernéticos. Mesmo quando conseguem se recuperar, 34% das PMEs afirmam levar entre duas e seis semanas para normalizar suas operações após um incidente, período que pode representar prejuízos significativos para organizações com recursos mais limitados.

"Pequenas e médias organizações enfrentam os mesmos desafios das grandes corporações, mas muitas vezes contam com menos recursos para prevenção e resposta. Por isso, investir em resiliência cibernética deixou de ser uma questão exclusivamente tecnológica e passou a ser um fator estratégico para a continuidade dos negócios", afirma Mario Micucci, pesquisador de segurança da informação da ESET América Latina.

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Adoção de IA avança, enquanto ameaças seguem em evolução

O estudo também aponta que 73% das PMEs já utilizam ferramentas baseadas em inteligência artificial em suas operações. Ao mesmo tempo, a maioria dos entrevistados demonstra preocupação com o uso da tecnologia por criminosos para ampliar a escala e a sofisticação dos ataques. O chamado malware impulsionado por IA aparece entre as ameaças que mais despertam atenção dos gestores.

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Embora especialistas da ESET destaquem que ataques totalmente automatizados por inteligência artificial ainda sejam relativamente raros, a tecnologia já vem sendo utilizada para potencializar golpes tradicionais, especialmente campanhas de phishing, engenharia social e exploração de vulnerabilidades.

Entre os principais vetores de comprometimento identificados pelas empresas estão phishing, vulnerabilidades sem correção, senhas fracas e a ausência de monitoramento adequado dos ambientes digitais. O relatório também chama atenção para o crescimento da chamada "shadow AI" — uso de ferramentas de inteligência artificial sem aprovação ou supervisão da área de tecnologia — que pode ampliar riscos de exposição de dados e falhas de governança.

Por outro lado, a pesquisa mostra sinais positivos de amadurecimento. Empresas que investem em programas de conscientização em segurança digital demonstram maior confiança em sua capacidade de prevenção e resposta a incidentes. Entre organizações que já enfrentaram múltiplos ataques, 81% afirmam adotar treinamentos de segurança, contra 53% das que nunca passaram por situações semelhantes.

"Treinamento contínuo, gestão adequada de identidades, atualização de sistemas e capacidade de resposta a incidentes continuam entre as medidas mais eficazes para reduzir riscos. A tecnologia é indispensável, mas a preparação das pessoas segue sendo um dos pilares mais importantes da segurança corporativa", destaca Micucci.

Para os especialistas da ESET, o ideal é que as PMEs concentrem esforços em estratégias preventivas, avaliações periódicas de risco, melhoria da governança de TI, atualização constante de sistemas e adoção de serviços especializados de monitoramento e resposta quando necessário.