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Diagnóstico avançado diferencia alergia de gripe
Novas técnicas laboratoriais permitem diferenciar alergias de gripes e identificar com precisão os alérgenos responsáveis, reduzindo a jornada de t...
07/07/2026 11h25
Por: Paulo Sérgio Fonte: Agência Dino

Tratar uma alergia sem saber exatamente o que a provoca pode transformar o cuidado em uma longa jornada de tentativas. Em muitos casos, pacientes passam anos controlando crises, usando medicamentos para aliviar sintomas ou evitando alimentos e ambientes por suspeita, sem identificar com precisão o fator que desencadeia as reações.

No inverno, esse caminho pode ficar ainda mais confuso. Espirros, coriza, congestão nasal, coceira nos olhos e tosse persistente muitas vezes são associados a gripes, resfriados ou mudanças de temperatura. Mas, quando retornam com frequência, persistem por semanas ou aparecem sem febre, esses sinais podem indicar um quadro alérgico ainda não investigado.

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Às vésperas do Dia Mundial da Alergia, celebrado em 8 de julho, o alerta é para a importância de ir além do controle dos sintomas e buscar a identificação dos fatores que desencadeiam as reações alérgicas. Segundo a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), os quadros alérgicos cresceram 40% no país em 2025. Estima-se que a rinite alérgica afete até 30% dos jovens brasileiros, impactando diretamente o rendimento escolar devido à fragmentação do sono e ao mal-estar constante.

"O resfriado comum é causado por vírus, costuma vir acompanhado de febre baixa e, em geral, dura de 5 a 7 dias. Já a alergia é uma resposta exagerada do sistema imunológico a agentes externos, não costuma causar febre e pode se prolongar por semanas ou até meses, piorando com mudanças de temperatura", diz a Dra.  Ana Paula Castro, especialista em alergia e imunologia.

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Quando descobrir a causa faz toda a diferença

Identificar exatamente quais substâncias estão associadas às crises alérgicas pode transformar a jornada do paciente. Afinal, compreender a origem do problema ajuda o médico a direcionar melhor o acompanhamento, evitar condutas baseadas apenas em suposições e definir estratégias mais adequadas para cada caso.

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A medicina mudou em 1966, quando a descoberta da Imunoglobulina E (IgE) revelou o anticorpo "vilão" das reações alérgicas. O que antes era subjetivo ganhou forma laboratorial em 1967 com o nascimento do primeiro teste in vitro que permitiu aos médicos "enxergar" a alergia no sangue do paciente. Foi o início de um legado de inovação que transformou a cidade de Uppsala, na Suécia, no berço mundial da imunoalergologia.

Com a evolução contínua hoje, ao substituir os antigos discos de papel por uma matriz tridimensional capaz de capturar até três vezes mais proteínas, a tecnologia elevou o diagnóstico ao patamar de Padrão-Ouro. Não se trata apenas de saber se o paciente é alérgico, mas de identificar com exatidão a molécula específica que desencadeia a crise. É a transição do diagnóstico genérico para a medicina de precisão, permitindo que crianças pequenas ou pacientes com crises severas de pele — que não podem realizar testes cutâneos — tenham acesso a resultados quantitativos e rastreáveis por padrões internacionais da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Essa trajetória, que teve início há mais de meio século, agora atinge seu ápice com o diagnóstico molecular. Ao dissecar o perfil de sensibilização em nível de componentes, o médico pode prever riscos de reações graves, como anafilaxia, e personalizar a imunoterapia com maior assertividade.

Para Patrícia Munerato, Diretora Sênior do Grupo de Diagnósticos Especializados da Thermo Fisher Scientific na América Latina, a evolução dos exames laboratoriais permitiu que a investigação das alergias avançasse para um nível de precisão que antes não era possível.

"Durante muito tempo, o foco esteve concentrado apenas no controle dos sintomas. Hoje, a ciência oferece ferramentas capazes de apoiar a identificação dos fatores associados às reações alérgicas, contribuindo para decisões clínicas mais individualizadas e assertivas", destaca.

Dicas práticas para um inverno seguro

Além do acompanhamento médico e da investigação dos fatores desencadeantes, algumas medidas ambientais podem ajudar a reduzir a exposição aos alérgenos, especialmente durante o inverno:

Mais informações sobre alergias, sintomas, fatores desencadeantes e opções de investigação estão disponíveis no Allergy Insider: https://www.thermofisher.com/allergy/br/pt/home.html, plataforma educacional voltada à conscientização sobre alergias.

A utilização desses produtos para fins de diagnóstico é de inteira responsabilidade do serviço de saúde que deverá atender aos requisitos contidos na RDC 786/2023 da ANVISA, Subseção I, Artigos 129 a 135.