
A abordagem médica para o alívio e controle de problemas ortopédicos tem passado por transformações profundas, priorizando o restabelecimento da função e o bem-estar do paciente. De acordo com diretrizes publicadas nos Consensos da SBOT e no Manual de Trauma Ortopédico da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), o manejo adequado da dor crônica e o diagnóstico precoce são pilares fundamentais para conter a evolução de patologias osteoarticulares, garantindo que o indivíduo preserve sua autonomia, mobilidade e qualidade de vida.
Técnicas como bloqueios nervosos periféricos guiados por ultrassom, infiltrações direcionadas, radiofrequência, laser de alta intensidade (HILT), ondas de choque, neuromodulação e ablação química e térmica passam a integrar o tratamento da dor. Segundo a Sociedade de Anestesiologia do Estado de São Paulo (SAESP), a incorporação dessas abordagens redefine a lógica do cuidado, promovendo redução da inflamação, estímulo à regeneração tecidual e uma abordagem voltada à restauração funcional.
O Dr. Carlos Alexandre, médico, ortopedista e traumatologista, afirma que o presente se configura como um dos períodos mais promissores da história da ortopedia. "A combinação de tecnologia, biologia e medicina personalizada está permitindo tratamentos cada vez mais assertivos, seguros e menos invasivos".
"Os avanços indicam uma ortopedia cada vez mais focada na preservação das articulações, na recuperação funcional e na melhoria da qualidade de vida. "O futuro aponta para tratamentos mais personalizados, com intervenções realizadas no momento certo e de acordo com as características individuais de cada pessoa", acrescenta.
Segundo o profissional, a ortopedia dispõe de uma série de recursos que permitem tratar a dor, melhorar a função articular e preservar a mobilidade sem que o paciente precise recorrer imediatamente a uma cirurgia. O tratamento passou a ser mais individualizado, a considerar o grau da doença, a idade, o estilo de vida e os objetivos de cada pessoa, e a ampliar as possibilidades terapêuticas, permitindo recuperação de qualidade de vida de forma mais rápida e segura.
"O principal desafio desses pacientes é que a dor costuma surgir de forma gradual e progressiva, muitas vezes sendo encarada como uma consequência natural do envelhecimento. Com isso, muitas pessoas passam anos limitando suas atividades, deixando de praticar exercícios, viajar ou até realizar tarefas simples do dia a dia antes de procurar ajuda especializada", observa o especialista.
Técnicas minimamente invasivas, perfil dos pacientes e indicações
Segundo artigo publicado na PubMed Central, os ortobiológicos são substâncias de origem biológica ou sintética usadas na ortopedia como apoio ao tratamento de lesões em ossos e tecidos moles, com o objetivo de ajudar na recuperação dessas estruturas, tanto em cirurgias quanto em procedimentos não cirúrgicos.
Entre os principais tipos estão materiais usados para preencher espaços em ossos, componentes da matriz extracelular (MEC) — estrutura de sustentação dos tecidos —, o plasma rico em plaquetas (PRP), a proteína morfogenética óssea-2 (BMP-2), aspirado de medula óssea (AMO), concentrado de aspirado de medula óssea (CAMO) e células-tronco mesenquimais (CTMs).
"Os tratamentos ortobiológicos, como o uso de derivados sanguíneos ricos em fatores de crescimento, buscam estimular mecanismos naturais de reparação dos tecidos. Já os bloqueios e a neuromodulação por radiofrequência atuam diretamente nos nervos responsáveis pela transmissão da dor, proporcionando alívio prolongado em casos selecionados. As infiltrações podem reduzir a inflamação e melhorar a lubrificação das articulações", explica o médico.
De acordo com o especialista, o principal benefício está no fato de os procedimentos serem minimamente invasivos, sem necessidade de cortes na pele, muitas vezes realizados em ambiente ambulatorial, com rápida recuperação e baixo impacto na rotina do paciente. "Quando bem indicados, esses tratamentos podem reduzir significativamente a dor, melhorar a capacidade funcional e permitir que o paciente retome atividades que havia abandonado por causa do desconforto".
O Dr. Carlos Alexandre esclarece que esses tratamentos costumam beneficiar principalmente pacientes que apresentam dor persistente no joelho, quadril ou outras articulações, mas que ainda não possuem indicação imediata de cirurgia ou desejam postergá-la de forma segura. "Também são muito úteis para pessoas que apresentam contraindicações clínicas para procedimentos cirúrgicos maiores e atletas que buscam recuperação funcional mais rápida".
Conforme destaca o ortopedista, o sucesso do tratamento depende de uma avaliação detalhada, com exame físico, análise dos exames de imagem e compreensão das expectativas do paciente. Segundo ele, o objetivo do tratamento não é apenas aliviar a dor, mas manter o paciente ativo, independente e com boa qualidade de vida pelo maior tempo possível.
"O melhor tratamento é sempre aquele que é personalizado. Em muitos casos, é possível retardar a necessidade de procedimentos cirúrgicos mais invasivos, especialmente quando associados à reabilitação adequada, controle do peso corporal e fortalecimento muscular, permitindo que o paciente continue trabalhando, praticando atividades físicas e desfrutando da convivência social com mais disposição e autonomia", comenta o profissional.
Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 1,71 bilhão de pessoas em todo o mundo vivem com alguma condição musculoesquelética, como artrose, lesões nas articulações, fraturas ou dor persistente nos músculos e tendões.
"A dor não deve ser considerada normal em nenhuma fase da vida. Quanto mais cedo identificamos a causa do problema, maiores são as chances de controlar a evolução da doença e preservar a função articular. A avaliação precoce permite oferecer tratamentos mais eficazes e evitar que pequenas alterações evoluam para quadros mais complexos e limitantes", conclui o Dr. Carlos Alexandre.
Para saber mais sobre os procedimentos do Dr. Carlos Alexandre, basta acessar: https://drcarlosalexandre.com.br/