Saúde Saúde
Anvisa aprova medicamento inédito para menopausa sem uso de hormônios
Novo tratamento é indicado para ondas de calor e suores noturnos e surge como alternativa para mulheres que não podem ou não desejam fazer terapia hormonal.
23/06/2026 20h50
Por: Paulo Sérgio

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou o primeiro medicamento não hormonal desenvolvido especificamente para o tratamento dos fogachos da menopausa, conhecidos popularmente como ondas de calor.

O medicamento será comercializado no Brasil com o nome Veoza, produzido pela Astellas Pharma, e será disponibilizado em comprimidos de uso diário.

Continua após a publicidade

Nova opção para mulheres na menopausa

Até então, a principal forma de tratamento para os sintomas vasomotores da menopausa era a terapia hormonal, considerada uma das abordagens mais eficazes para reduzir as ondas de calor e os episódios de suor noturno.

Com a aprovação do fezolinetanto, mulheres que possuem contraindicações ao uso de hormônios passam a contar com uma nova alternativa terapêutica.

Continua após a publicidade

O medicamento pode beneficiar especialmente pacientes com histórico de câncer de mama, doenças cardiovasculares ou aquelas que optam por não utilizar terapias hormonais por decisão pessoal.

Como funciona o medicamento

Diferentemente dos tratamentos hormonais tradicionais, o fezolinetanto atua diretamente em mecanismos cerebrais relacionados à regulação da temperatura corporal.

Continua após a publicidade

Durante a menopausa, a redução dos níveis de estrogênio pode provocar alterações no controle térmico do organismo, desencadeando os fogachos. O novo medicamento busca reduzir esses sintomas sem interferir nos níveis hormonais da paciente.

O que são os fogachos?

Os fogachos estão entre os sintomas mais comuns da menopausa e podem afetar significativamente a qualidade de vida das mulheres.

Os episódios costumam provocar:

Aprovação amplia opções de tratamento

Especialistas avaliam que a chegada de uma terapia não hormonal representa um avanço importante para a saúde feminina, ampliando as opções disponíveis para o controle dos sintomas da menopausa.

A disponibilidade comercial do medicamento no mercado brasileiro dependerá agora das etapas de distribuição e definição de preços pelos órgãos reguladores competentes.