Noticias de Goias Operação DeepSWAP
Polícia Civil desarticula grupo suspeito de golpes eletrônicos e lavagem de dinheiro
Investigação aponta prejuízo superior a R$ 2 milhões; operação cumpriu prisões e mandados em Goiás
19/06/2026 12h17
Por: Paulo Sérgio
Divulgação / Policia Civil

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) deflagrou, nesta quinta-feira (18), a primeira fase da Operação DeepSWAP, que investiga uma organização criminosa suspeita de atuar em fraudes eletrônicas, lavagem de dinheiro e movimentação de recursos obtidos por meio de golpes aplicados em diferentes regiões do país.

A operação resultou no cumprimento de quatro mandados de prisão preventiva e 14 mandados de busca e apreensão nas cidades de Goiânia e Jaraguá, em Goiás. Outros quatro investigados tiveram a prisão decretada pela Justiça e são considerados foragidos. Um deles está em Portugal, e a Polícia Civil solicitou a inclusão do nome do suspeito na Difusão Vermelha da Interpol.

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Além das prisões e buscas, a Justiça determinou o bloqueio de bens e valores que se aproxima de R$ 2 milhões. Até o momento, os investigadores identificaram cerca de R$ 1 milhão em patrimônio ligado aos investigados, incluindo imóveis e veículos.

Investigação começou após golpe contra defensor público

As investigações são conduzidas pela equipe de repressão a fraudes da Delegacia Regional de Frutal, no Triângulo Mineiro, com apoio da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos da Polícia Civil de Goiás.

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O caso teve início após o registro de uma ocorrência envolvendo um defensor público que foi vítima de um golpe conhecido como "SIM Swap". Nesse tipo de fraude, criminosos conseguem transferir indevidamente a linha telefônica da vítima para outro chip, obtendo acesso a aplicativos bancários, contas digitais e sistemas de recuperação de senhas.

Segundo a Polícia Civil, após assumir o controle da linha telefônica da vítima, os criminosos acessaram aplicativos financeiros e realizaram movimentações e compras não autorizadas, causando prejuízo estimado em R$ 70 mil.

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Grupo controlava centenas de contas bancárias e chaves Pix

De acordo com o delegado João Carlos Garcia Pietro Júnior, responsável pelo inquérito, o aprofundamento das investigações revelou uma estrutura criminosa muito mais ampla.

"A análise de dados financeiros, registros telemáticos e informações de inteligência policial permitiu identificar uma organização criminosa especializada na prática recorrente de fraudes eletrônicas contra vítimas de diversos estados", explicou o delegado.

As investigações identificaram vítimas em Minas Gerais, Goiás, Ceará e Mato Grosso. Até o momento, foram mapeadas 226 contas bancárias e aproximadamente 250 chaves Pix utilizadas pelo grupo para movimentação e ocultação dos recursos obtidos de forma ilícita.

Falsos investimentos e invasão de contas digitais

Ainda segundo a Polícia Civil, os investigados utilizavam diversas estratégias para aplicar os golpes, incluindo clonagem de linhas telefônicas, invasão de contas digitais e falsas promessas de investimentos.

Os dados levantados apontam que a organização mantinha uma estrutura organizada para recebimento, pulverização e ocultação dos valores obtidos por meio das fraudes.

A Justiça também autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos investigados, medida que poderá auxiliar na identificação de novos envolvidos e na localização de ativos financeiros ainda não encontrados.

Prejuízo pode ser ainda maior

A Polícia Civil estima que os prejuízos causados pela organização criminosa já ultrapassem R$ 2 milhões. No entanto, esse valor poderá aumentar à medida que novas vítimas sejam identificadas e as análises financeiras avancem.

As investigações continuam com foco na localização dos foragidos, identificação de novas vítimas e aprofundamento das apurações relacionadas à lavagem de dinheiro e ao patrimônio acumulado pelo grupo criminoso.