O plano de investimentos da Sulgás para 2026 foi apresentado nesta quinta-feira (18/6), no Palácio Piratini, com a presença do governador Eduardo Leite. Como a empresa detém a concessão para distribuir gás natural canalizado, o plano já recebeu aprovação da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema) e aguarda a deliberação da Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Rio Grande do Sul (Agergs).
A Sulgás planeja investir R$ 163,7 milhões em 2026, o maior volume da história da companhia. O valor recorde para um único ano reforça a trajetória de crescimento e desenvolvimento sustentável em relação ao período anterior à privatização. Em 2021, último ano da empresa sob gestão estatal, o investimento foi de R$ 46 milhões. O aporte previsto para 2026 amplia o acesso dos gaúchos ao gás natural por meio da rede de gasodutos da companhia, reforçando a segurança energética do Estado.
O plano de investimentos da Sulgás para 2026 foi apresentado nesta quinta-feira (18), no Palácio Piratini, com a presença do governador Eduardo Leite. Como a empresa detém a concessão para distribuir gás natural canalizado, o plano já recebeu aprovação da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema) e aguarda a deliberação da Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Rio Grande do Sul (Agergs).
Expansão das operações
Criada em 1993, a Sulgás projeta alcançar com os novos investimentos 122 mil clientes em 2026, um aumento de 76% em comparação com 2021, quando a companhia atendia 69 mil consumidores. A expansão da base de clientes acompanha o crescimento da rede de distribuição, que deve chegar a 1.671 km, avanço de 21% em relação aos 1.377 km do ano pré-privatização.
Eduardo Leite destacou a transformação da empresa ocorrida a partir da privatização. “Isso reforça o quão importante foi termos tomado a decisão de privatizar companhias aqui no Estado. Os números da Sulgás mostram uma companhia que quase quadruplica os investimentos e caminha para dobrar a base de clientes, de uma forma que o poder público não conseguiria alcançar. Mas isso não significa que nos ausentamos nesta relação. É um serviço público, operado por uma concessão privada, mas regulado e fiscalizado pelo poder público. O Estado age como regulador para garantir que seja entregue para população um melhor serviço com a performance que a iniciativa privada”, disse o governador.
“O novo patamar reforça o papel estratégico da companhia no desenvolvimento econômico, na segurança energética e na transição para uma matriz mais limpa no Rio Grande do Sul. A companhia passou por uma transformação, e está ainda mais moderna e eficiente, respeitando sempre a nossa licença para operar: a segurança”, afirmou o CEO da Sulgás, Marcelo Leite.
O executivo também apresentou um balanço das atividades da empresa. Em abril deste ano, a companhia completou quatro anos sem acidentes de trabalho com afastamento. A marca contempla a atuação de 400 colaboradores diretos e terceiros.
Interiorização e segurança energética
Entre os destaques do plano, está o início da maior obra de expansão da história da companhia: a ligação para os Vales do Taquari e do Rio Pardo. Serão construídos 190 km de rede subterrânea de gás natural entre Triunfo e Charqueadas e as cidades de Lajeado e Santa Cruz do Sul. A previsão é que as obras se iniciem em novembro deste ano, estendendo-se pelos próximos sete a dez anos.
O projeto atende à crescente demanda de indústrias e comércios dessas regiões e fortalece a segurança energética em áreas que foram fortemente impactadas por enchentes, contribuindo para a retomada econômica e a atração de novos investimentos.
Além do começo da expansão para os Vales, a companhia ampliará os dutos nas regiões em que já atua. Somente em 2026, a Sulgás planeja a construção de 84,4 km de rede: 69,4 km na Região Metropolitana, 9,3 km na Serra Gaúcha e 5,7 km na Região das Hortênsias, com foco no atendimento a novas indústrias, comércios e residências.
A secretária do Meio Ambiente e Infraestrutura, Marjorie Kauffmann, destacou que o Rio Grande do Sul avança em passos consistentes ao estruturar um modelo que combina investimento privado com diretrizes públicas claras. “Com a privatização, a Sulgás ganha agilidade e amplia sua capacidade de investimento, sem perder o alinhamento com as diretrizes do Estado. O governo segue atuando de forma permanente na regulação, por meio da Agergs, e na aprovação dos planos de investimento pela Sema, direcionando a expansão da rede e a diversificação dos tipos de gás distribuídos, de modo a favorecer a descarbonização e o desenvolvimento sustentável.”, afirmou Marjorie.
Polo de biometano
A Sulgás amplia seus investimentos em energias renováveis, entre eles, o primeiro hub de biometano do Rio Grande do Sul. Em abril, a companhia lançou o edital que vai selecionar produtores interessados em fornecer biometano ou em utilizar a infraestrutura do Sulgás BioHub, que será instalado em Esteio, na Região Metropolitana.
O projeto terá capacidade para injetar até 30 mil metros cúbicos de gás renovável por dia na rede da companhia. Atualmente, a usina da empresa Bioo, localizada em Triunfo, fornece diariamente 30 mil metros cúbicos de biometano à rede da Sulgás. A intenção é ampliar o uso do energético nos próximos anos.
Já em Passo Fundo, a empresa avança no projeto da primeira rede local no Estado abastecida exclusivamente com biometano. O traçado preliminar prevê a construção de 19 km de gasodutos subterrâneos. A Sulgás também pretende qualificar o Programa Corredores Verdes, que amplia o número de pontos de abastecimento rápido de GNV no Estado, incentivando o uso de combustíveis mais limpos no transporte pesado e aumentando a circulação de caminhões movidos a gás natural no Rio Grande do Sul.
Com o plano de investimentos de 2026, a Sulgás reafirma seu compromisso com o crescimento sustentável do Rio Grande do Sul, conectando regiões, apoiando o desenvolvimento industrial, gerando empregos e contribuindo para uma matriz energética mais segura e limpa.
Texto: Ascom Sulgás
Edição: Secom