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Operação investiga cartel de placas automotivas e possível esquema de corrupção na Zona da Mata de Minas Gerais

Segunda fase da Operação Guildas Medievais apura participação de agentes públicos em suposto esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e formação de cartel

Paulo Sérgio
Por: Paulo Sérgio
10/06/2026 às 14h43
Operação investiga cartel de placas automotivas e possível esquema de corrupção na Zona da Mata de Minas Gerais
Divulgação /MPMG

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e a Polícia Civil de Minas Gerais deflagraram, na manhã desta quarta-feira (10), a segunda fase da Operação Guildas Medievais, que investiga uma organização criminosa suspeita de atuar na Zona da Mata mineira em crimes relacionados à fabricação e estampagem de placas automotivas.

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A ação é coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) da Zona da Mata e tem como foco o aprofundamento das investigações sobre possíveis práticas de corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e formação de cartel.

Investigação apura possível núcleo de corrupção

Segundo o Ministério Público, esta nova etapa da operação busca esclarecer a existência de um possível núcleo de corrupção dentro da associação investigada.

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As apurações apontam indícios da participação de agentes públicos no esquema criminoso, que teria atuado para favorecer interesses do grupo investigado.

Ao todo, estão sendo cumpridos oito mandados judiciais na cidade de Ubá, incluindo medidas de busca e apreensão, além do afastamento cautelar de um servidor público de suas funções. Também foi determinada a utilização de tornozeleira eletrônica por um dos investigados.

Policial civil é alvo da operação

De acordo com o Gaeco, um policial civil está entre os alvos da operação.

As investigações apontam que ele seria suspeito de repassar informações sigilosas da Polícia Civil ao núcleo empresarial investigado.

Ainda segundo os órgãos responsáveis pela operação, durante a primeira fase da Guildas Medievais, uma arma de fogo e munições pertencentes ao policial foram encontradas dentro da residência de um médico da cidade de Ubá, que também é investigado no caso.

Operação é resultado de atuação conjunta

O Ministério Público destacou que a Operação Guildas Medievais é resultado da atuação integrada entre o Gaeco e a Polícia Civil de Minas Gerais no combate ao crime organizado na Zona da Mata.

As investigações continuam em andamento e novos desdobramentos não estão descartados.

Os fatos apurados deverão subsidiar futuras medidas judiciais e eventuais responsabilizações dos envolvidos, conforme o avanço das investigações.

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