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Nova reserva particular reforça proteção ambiental e conecta corredores ecológicos na região de Diamantina
Iniciativa reforça o compromisso com a preservação do patrimônio natural e com o desenvolvimento sustentável
07/05/2026 16h30
Por: Da Redação Fonte: Secom Minas Gerais

A região de Diamantina, no coração do Cerrado mineiro, acaba de ganhar um importante reforço para a conservação ambiental com a criação da Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Monte Carvalho. A iniciativa amplia o mosaico de áreas protegidas em um dos territórios mais relevantes para a biodiversidade de Minas Gerais.

Localizada em uma área estratégica, a nova unidade conecta-se a um conjunto expressivo de áreas já protegidas, como o Parque Estadual do Biribiri, o Parque Estadual do Rio Preto, a APA Estadual das Águas Vertentes e o Monumento Natural Estadual Várzea do Lageado e Serra do Raio. Esse contexto fortalece a formação de corredores ecológicos, fundamentais para a manutenção dos fluxos genéticos da fauna e da flora do Cerrado.

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De acordo com dados do Instituto Estadual de Florestas (IEF) , a área destinada à RPPN Monte Carvalho é classificada como prioritária para a conservação da biodiversidade na plataforma IDE Sisema, além de ser considerada estratégica para a criação de novas unidades de conservação. Outro fator que reforça a relevância da proteção é a vulnerabilidade à perda de solos, o que torna a região mais suscetível a processos de degradação decorrentes do uso inadequado do território.

O cenário natural da reserva é marcado por serras com afloramentos rochosos pontuais, muitas vezes organizados em blocos sobrepostos. Entre essas formações, destaca-se a chamada “Pedra do Macaco”, denominação atribuída pelo proprietário devido ao formato da rocha, que, dependendo do ângulo de observação, lembra a silhueta de um primata.

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Com a oficialização da RPPN, a região passa a contar com mais um instrumento de proteção permanente, contribuindo diretamente para a preservação de nascentes, da vegetação nativa e de espécies típicas do Cerrado — muitas delas ameaçadas de extinção. A criação da unidade também abre espaço para o desenvolvimento de pesquisas científicas, ações de educação ambiental e iniciativas de turismo sustentável.

Segundo o gerente de Criação e Manejo de Unidades de Conservação do IEF, Edmar Monteiro, a iniciativa evidencia o papel estratégico da participação privada na conservação ambiental. “A criação de RPPNs demonstra como a iniciativa privada pode atuar de forma complementar ao poder público, fortalecendo uma rede integrada de proteção da biodiversidade”, destaca.

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Em um cenário de crescente pressão sobre os recursos naturais, ações como a criação da RPPN Monte Carvalho reafirmam o compromisso com a preservação do patrimônio natural e com o desenvolvimento sustentável da região de Diamantina, consolidando o Cerrado mineiro como uma área-chave para a conservação no país.

Para mais informações sobre o Sistema Estadual de Unidades de Conservação, incluindo as RPPNs, interessados podem acessar o  Painel de Indicadores do Sisema .