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PF desmantela esquema de mineração ilegal no Jequitinhonha e bloqueia R$ 5 milhões em operação
De acordo com a PF, a operação tem como foco o combate ao garimpo clandestino de pegmatitos e gemas, especialmente turmalinas, nos municípios de Coronel Murta e Rubelita
16/04/2026 15h08
Por: Flavia Moreira
Operação da PF mira financiadores de garimpos ilegais no Vale do Jequitinhonha — Foto: Polícia Federal/Divulgação

A Polícia Federal de Governador Valadares deflagrou, na manhã desta quinta-feira (16), a Operação Coronéis de Murta com o objetivo de combater a mineração ilegal no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais. A ação resultou no cumprimento de oito mandados de busca e apreensão, além do sequestro de bens, bloqueio de recursos financeiros que podem chegar a R$ 5 milhões e a determinação de instalação de cinco tornozeleiras eletrônicas em investigados.

De acordo com a PF, a operação tem como foco o combate ao garimpo clandestino de pegmatitos e gemas, especialmente turmalinas, nos municípios de Coronel Murta e Rubelita. As investigações apuram a exploração e comercialização irregular de recursos minerais pertencentes à União.

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Segundo os levantamentos, os principais alvos são financiadores e proprietários de garimpos ilegais, que atuariam de forma articulada com divisão de funções entre investidores, donos de terra e trabalhadores responsáveis pela extração.

Conforme explicou o delegado responsável pelo caso, Andrei Nicolas de Assunção Borges, as atividades eram organizadas em diferentes pontos de mineração, com funcionamento independente entre as frentes de trabalho.

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“Existe uma organização para o funcionamento dessas minas. Há os trabalhadores que fazem a extração do mineral, os financiadores e os donos da terra, com uma pactuação e divisão do que é encontrado”, detalhou.

Durante as diligências, a Polícia Federal também identificou condições de trabalho degradantes, com relatos de situação análoga à escravidão. Os trabalhadores atuavam em locais sem acesso a água potável, alimentação adequada ou banheiros, além de moradias improvisadas e ausência de equipamentos de segurança.

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“Eles trabalhavam em locais sem água potável, sem espaço para alimentação e sem banheiro. As moradias eram improvisadas, feitas de madeira e lona, sem equipamentos de segurança, com trabalho braçal pesado e até uso de detonação”, afirmou o delegado.

A PF informou que as investigações seguem em andamento para identificar todos os envolvidos e rastrear a destinação dos minerais extraídos de forma ilegal no Vale do Jequitinhonha.