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Pais de aluno são indiciados por ataques a professor nas redes sociais e vão responder na Justiça em Patos de Minas

Inicialmente encaminhado ao Juizado Especial Criminal, o caso teve um novo direcionamento após análise do Ministério Público, que entendeu que as condutas configuram crimes contra a honra, como difamação e injúria, agravados pelo uso das redes sociais.

Por: Flavia Moreira
02/04/2026 às 07h43
Pais de aluno são indiciados por ataques a professor nas redes sociais e vão responder na Justiça em Patos de Minas
REPRODUÇÃO INTERNET

Um casal, pais de um estudante da rede estadual de ensino de Patos de Minas, foi indiciado e deverá responder judicialmente após uma série de ataques direcionados a um professor de sociologia nas redes sociais. O caso, que começou dentro da sala de aula, ganhou grande repercussão online e agora segue em tramitação na Justiça.

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De acordo com as investigações da Polícia Civil de Minas Gerais, o episódio teve início em fevereiro de 2025, durante uma aula que abordava temas de economia e política, incluindo os governos dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro. Durante o debate, uma declaração atribuída ao professor teria provocado a indignação dos responsáveis pelo aluno.

Segundo o inquérito, após o ocorrido, os pais passaram a publicar diversas mensagens ofensivas contra o docente em plataformas como Instagram e Threads. Ao todo, foram identificadas cerca de 50 postagens com xingamentos e acusações, incluindo termos depreciativos e ataques à conduta profissional do educador.

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Além das ofensas, os responsáveis também teriam divulgado informações que, segundo a apuração, não foram comprovadas, como a alegação de que o professor teria expulsado um aluno por discordância política. O docente reuniu provas das publicações e procurou a polícia, relatando preocupação com sua segurança diante da intensidade e frequência dos ataques.

Inicialmente encaminhado ao Juizado Especial Criminal, o caso teve um novo direcionamento após análise do Ministério Público, que entendeu que as condutas configuram crimes contra a honra, como difamação e injúria, agravados pelo uso das redes sociais. Com isso, o processo passou a tramitar na Justiça Comum.

Ainda conforme o entendimento do Ministério Público, o fato de o alvo ser um servidor público no exercício da função pode ampliar as implicações legais, permitindo que a ação seja movida tanto pela vítima quanto pelo próprio órgão responsável.

Além do casal, uma terceira pessoa também foi indiciada, suspeita de incitação ao crime ao estimular os ataques virtuais contra o professor.

O caso segue em andamento, e uma audiência já foi agendada para dar continuidade ao processo.

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