
Um caso que abalou profundamente a cidade de Buritis teve um desfecho judicial na noite desta segunda-feira (31). O réu Carlos Diego Rodrigues de Almeida foi condenado a mais de 25 anos de prisão pelo assassinato de sua companheira, Silvana Filinto da Silva, de 25 anos, crime ocorrido em agosto de 2024, na comunidade do Taquariu.
De acordo com o promotor de Justiça Eduardo Cavalcante, o julgamento representou uma resposta firme da sociedade ao crime de feminicídio. “Hoje foi um dia em que a sociedade de Buritis fez o seu papel e disse um não, um basta ao feminicídio”, destacou.
O crime aconteceu no dia 3 de agosto de 2024, durante uma festividade na região do Taquariu. Conforme apurado, Carlos Diego atacou a vítima dentro de um banheiro pequeno, o que impossibilitou qualquer chance de defesa ou fuga. Após o assassinato, ele ainda avançou de forma agressiva contra pessoas que estavam no local, evidenciando, segundo o Ministério Público, sua alta periculosidade.
Durante o julgamento, o réu foi condenado por homicídio qualificado, com agravantes de motivo torpe relacionado ao sentimento de posse em relação à vítima e uso de recurso que dificultou a defesa. Além disso, o crime foi enquadrado como feminicídio, o que aumentou a pena.
A defesa chegou a alegar uma tese de privilégio, que poderia reduzir a pena. No entanto, os jurados entenderam que a gravidade dos fatos não permitia qualquer tipo de abrandamento da responsabilidade do acusado.
Outro fator considerado na sentença foi a situação dos três filhos da vítima, todos menores de idade. As crianças já haviam perdido o pai meses antes do crime e, com a morte da mãe, ficaram órfãs. Esse contexto foi determinante para o aumento da pena aplicada pela Justiça.
Pai da vítima, Maurino expressou alívio após a condenação. “Passei por momentos de muita dor, mas hoje estou aliviado por esse julgamento e pela pena aplicada”, declarou.
O caso teve grande repercussão local e reforça o alerta sobre a violência contra a mulher. Para o Ministério Público, a decisão do júri evidencia que a população não tolera esse tipo de crime e espera respostas rigorosas do sistema de Justiça.