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“Hoje foi um dia em que a sociedade disse basta ao feminicídio”, afirma promotor após condenação de réu a mais de 25 anos de prisão

Crime brutal que tirou a vida de jovem mãe de três filhos chocou a comunidade e teve pena agravada pela Justiça

Por: Flavia Moreira
31/03/2026 às 19h05
“Hoje foi um dia em que a sociedade disse basta ao feminicídio”, afirma promotor após condenação de réu a mais de 25 anos de prisão
REPRODUÇÃO INTERNET

Um caso que abalou profundamente a cidade de Buritis teve um desfecho judicial na noite desta segunda-feira (31). O réu Carlos Diego Rodrigues de Almeida foi condenado a mais de 25 anos de prisão pelo assassinato de sua companheira, Silvana Filinto da Silva, de 25 anos, crime ocorrido em agosto de 2024, na comunidade do Taquariu.

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De acordo com o promotor de Justiça Eduardo Cavalcante, o julgamento representou uma resposta firme da sociedade ao crime de feminicídio. “Hoje foi um dia em que a sociedade de Buritis fez o seu papel e disse um não, um basta ao feminicídio”, destacou.

O crime aconteceu no dia 3 de agosto de 2024, durante uma festividade na região do Taquariu. Conforme apurado, Carlos Diego atacou a vítima dentro de um banheiro pequeno, o que impossibilitou qualquer chance de defesa ou fuga. Após o assassinato, ele ainda avançou de forma agressiva contra pessoas que estavam no local, evidenciando, segundo o Ministério Público, sua alta periculosidade.

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Durante o julgamento, o réu foi condenado por homicídio qualificado, com agravantes de motivo torpe  relacionado ao sentimento de posse em relação à vítima  e uso de recurso que dificultou a defesa. Além disso, o crime foi enquadrado como feminicídio, o que aumentou a pena.

A defesa chegou a alegar uma tese de privilégio, que poderia reduzir a pena. No entanto, os jurados entenderam que a gravidade dos fatos não permitia qualquer tipo de abrandamento da responsabilidade do acusado.

Outro fator considerado na sentença foi a situação dos três filhos da vítima, todos menores de idade. As crianças já haviam perdido o pai meses antes do crime e, com a morte da mãe, ficaram órfãs. Esse contexto foi determinante para o aumento da pena aplicada pela Justiça.

Pai da vítima, Maurino expressou alívio após a condenação. “Passei por momentos de muita dor, mas hoje estou aliviado por esse julgamento e pela pena aplicada”, declarou.

O caso teve grande repercussão local e reforça o alerta sobre a violência contra a mulher. Para o Ministério Público, a decisão do júri evidencia que a população não tolera esse tipo de crime e espera respostas rigorosas do sistema de Justiça.

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