Noticias do Distrito Federal Ladra de bebê?
Técnica de enfermagem é investigada após tentar sair com recém-nascido e alegar “brincadeira” no DF
Segundo o relato, a técnica teria sugerido sair com a criança para testar a reação da segurança do hospital
31/03/2026 08h02
Por: Flavia Moreira
FOTO ILUSTRATIVA CRIADA POR IA

Uma técnica de enfermagem, de 44 anos, está sendo investigada após tentar deixar um hospital público do Distrito Federal com um recém-nascido no último sábado (29). O caso ocorreu no Hospital Regional de Santa Maria e mobilizou equipes de segurança da unidade.

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De acordo com informações apuradas, a profissional, identificada como Eliane Borges Tavares Dias Vieira, estava de plantão e havia prestado atendimento ao bebê, que apresentava quadro de hipoglicemia. Em depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), ela afirmou que a ação não passou de uma “brincadeira” com colegas de trabalho.

Segundo o relato, a técnica teria sugerido sair com a criança para testar a reação da segurança do hospital. No entanto, ao se dirigir à saída com o recém-nascido, cuja mãe estava desacordada no pós-operatório , a atitude foi rapidamente percebida por uma vigilante, que interveio e questionou a situação. Após a abordagem, a criança foi devolvida imediatamente ao setor.

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A direção da unidade classificou a conduta como grave e incompatível com os protocolos de segurança. Conforme as normas hospitalares, a retirada de recém-nascidos só pode ocorrer com autorização e acompanhamento de profissionais responsáveis, além do uso de estrutura adequada.

O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF), responsável pela administração do hospital, reforçou que existem regras rigorosas para garantir a segurança de pacientes, especialmente em áreas como a maternidade. A entidade informou ainda que a colaboradora foi afastada das funções logo após o ocorrido.

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A técnica passou por audiência de custódia e foi liberada na segunda-feira (30). A defesa optou por não se manifestar até o momento. Testemunhas relataram que a profissional apresentou forte abalo emocional, chegou a chorar e pediu desculpas, alegando problemas pessoais.

O caso segue sob investigação, tanto na esfera administrativa quanto policial, para apurar se houve intenção criminosa ou se a situação será tratada como infração disciplinar.