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Caminhoneiros aguardam publicação de medidas e mantêm possibilidade de paralisação

Categoria cobra efetividade na fiscalização do frete e critica alta nos custos do transporte

Por: Flavia Moreira
19/03/2026 às 08h22
Caminhoneiros aguardam publicação de medidas e mantêm possibilidade de paralisação
REPRODUÇÃO INTERNET

Os caminhoneiros seguem em estado de alerta e devem decidir nos próximos dias se haverá paralisação nacional. A definição depende da publicação, no Diário Oficial, das medidas anunciadas pelo governo federal para o setor.

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O presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores, Wallace Landim, afirmou nesta quarta-feira (18) que a categoria vai analisar o conteúdo oficial das ações antes de tomar qualquer decisão. Segundo ele, o formato das medidas será determinante para avaliar se as demandas dos profissionais foram atendidas.

“O posicionamento será definido a partir da publicação. Estamos acompanhando e, por enquanto, seguimos em estado de paralisação”, declarou.

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Mais cedo, o Palácio do Planalto anunciou a implementação de um sistema de fiscalização eletrônica mais abrangente para o transporte de cargas em todo o país. A proposta busca garantir o cumprimento do piso mínimo do frete, uma das principais reivindicações da categoria.

O ministro dos Transportes, Renan Filho, reconheceu que o modelo atual de fiscalização não tem alcançado os resultados esperados. De acordo com ele, as mudanças devem tornar o controle mais rigoroso e eficaz.

“O sistema existente não tem assegurado, de forma plena, o respeito à tabela do frete. Vamos adotar medidas com efeito imediato, dentro dos instrumentos legais disponíveis”, afirmou.

Antes do anúncio oficial, Landim já havia divulgado um vídeo nas redes sociais informando que a categoria decidiu manter o estado de alerta após reunião realizada no Porto de Santos, que reuniu lideranças e trabalhadores do setor.

Entre as principais queixas, os caminhoneiros destacam o aumento contínuo no preço dos combustíveis, que tem impactado diretamente a rentabilidade das viagens. Segundo representantes da categoria, as condições atuais dificultam a manutenção das atividades, elevando o risco de uma paralisação caso não haja medidas consideradas eficazes.

 
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