Politica POLÍTICA
Moraes arquiva investigação contra Zambelli por obstrução e coação
A saída do Brasil ocorreu após condenação imposta pelo Supremo a 10 anos de prisão pela invasão aos sistemas eletrônicos do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em 2023
19/02/2026 18h56
Por: Flavia Moreira
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou nesta quarta-feira (18) o encerramento de um inquérito que apurava supostos crimes de coação no curso do processo e obstrução de investigação atribuídos à ex-deputada federal Carla Zambelli.

A investigação teve início em junho do ano passado, após declarações públicas feitas por Zambelli em entrevista, quando afirmou que, depois de deixar o Brasil, pretendia permanecer nos Estados Unidos e solicitar asilo político ao governo do então presidente Donald Trump. Na ocasião, ela também mencionou que poderia adotar estratégia semelhante à do deputado federal Eduardo Bolsonaro.

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O procedimento foi instaurado antes de a ex-parlamentar ser presa na Itália. Ao analisar o caso, Alexandre de Moraes acolheu manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), que se posicionou pelo arquivamento por entender que os elementos reunidos não são suficientes para sustentar o oferecimento de denúncia.

Na decisão, o ministro registrou que acompanhava o parecer da PGR e determinava o encerramento da apuração.

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Prisão na Itália e pedido de extradição

Em julho do ano passado, Zambelli foi detida em Roma, capital italiana, enquanto tentava evitar o cumprimento de um mandado de prisão expedido pelo próprio ministro do STF. Ela possui cidadania italiana, o que permitiu sua entrada e permanência no país europeu.

A saída do Brasil ocorreu após condenação imposta pelo Supremo a 10 anos de prisão pela invasão aos sistemas eletrônicos do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em 2023. Segundo as investigações, a ex-deputada teria sido a responsável intelectual pela ação que resultou na emissão de um falso mandado de prisão contra Alexandre de Moraes.

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De acordo com os autos, o ataque cibernético foi executado por Walter Delgatti, que também acabou condenado e afirmou ter agido a pedido da então parlamentar.

Após a prisão na Itália, o governo brasileiro formalizou pedido de extradição. A palavra final sobre a entrega da ex-deputada às autoridades brasileiras caberá à Justiça italiana, que deve analisar o caso em audiência nas próximas semanas.