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Após alta hospitalar, primo de crianças desaparecidas auxilia na busca
Kauan foi acompanhado por uma equipe especializada
21/01/2026 15h35
Por: Da Redação Fonte: Agência Brasil

O menino Anderson Kauan, de 8 anos de idade, auxilia nas buscas dos primos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos, desaparecidos há três dias, em Bacabal, no interior do Maranhão. Após ter recebido alta depois de 14 dias internado no hospital geral do município, Kauan mostrou aos policiais o caminho que percorreu com seus primos, até uma cabana abandonada, localizada próxima às margens do Rio Mearim.

Kauan foi acompanhado por uma equipe de atendimento especializada e com apoio psicológico, após autorização da Justiça.

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As buscas, que contam com apoio de cães farejadores e mergulhadores, seguem sem qualquer pista sobre o paradeiro das crianças. Atualmente, as buscas estão concentradas na região da cabana, chamada de casa caída, onde cães farejadores indicaram a presença das crianças.

Militares da Marinha estão usando o equipamento de sonar para fazer a varredura em trecho de 3 km do Rio Mearim em busca de vestígios das crianças. O equipamento mapeia áreas submersas, produzindo imagens do fundo do rio ou do mar, mesmo em locais com pouca visibilidade.

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“Os trabalhos avançam pela região e, com prioridade, pelo leito do Rio Mearim, com apoio da Marinha e de mergulhadores do Corpo de Bombeiros. Também seguimos com as investigações para dar uma resposta à família, à comunidade de São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, e a todos que acompanham o caso”, informou o governador do estado, Carlos Brandão, em uma rede social .

Desaparecimento

As três crianças desapareceram no dia 4 de janeiro após saírem para brincar no Quilombo de São Sebastião dos Pretos, em Bacabal. No dia 7 de janeiro, Anderson Kauan foi encontrado por carroceiros em uma estrada no povoado Santa Rosa, vizinho ao que havia desaparecido, e informou ter deixado os dois primos no local da casa caída enquanto buscava ajuda.

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A área de buscas, de cerca de 54 km², é marcada por mata de vegetação fechada, terreno irregular, com poucas trilhas, difícil acesso, açudes, o Rio Mearim e lagos.

A operação de busca reúne profissionais do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Corpo de Bombeiros, Polícia Civil, Polícia Militar, Guarda Municipal, Marinha e Exército, quilombolas e voluntários.