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Três técnicos de enfermagem são presos suspeitos de matar pacientes na UTI do Hospital Anchieta, em Taguatinga

Inicialmente, profissionais negaram os crimes, mas investigação aponta frieza e confissão do grupo

Por: Flavia Moreira
21/01/2026 às 10h14
Três técnicos de enfermagem são presos suspeitos de matar pacientes na UTI do Hospital Anchieta, em Taguatinga
Foto: TV Globo/Divulgação

Três técnicos de enfermagem foram detidos sob suspeita de envolvimento na morte de pelo menos três pacientes na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Anchieta, em Taguatinga (DF). Os investigados são Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, Amanda Rodrigues de Sousa e Marcela Camilly Alves da Silva.

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Segundo apuração do Metrópoles, as vítimas seriam João Clemente Pereira, 63 anos, servidor da Caesb; Marcos Moreira, 33 anos, funcionário dos Correios; e Miranilde Pereira da Silva, 75 anos, professora aposentada. A motivação para os supostos crimes ainda é objeto de investigação.

O caso foi comunicado pelo hospital à Polícia Civil após notar circunstâncias suspeitas envolvendo os profissionais na UTI. “O hospital instaurou investigação por iniciativa própria”, afirmou a instituição em nota.

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Inicialmente, os presos tentaram negar os crimes, alegando que apenas aplicavam os medicamentos indicados pelos médicos. No entanto, ao serem confrontados com as provas, não demonstraram arrependimento e agiram com frieza total, segundo o delegado responsável pelo caso, Wisllei Salomão. Mesmo ao confessar os atos, o grupo não explicou a motivação dos crimes.

O delegado relatou que, em um dos casos, um técnico de enfermagem teria utilizado produto químico de limpeza para prejudicar o paciente, aplicando desinfetante com uma seringa diretamente na vítima, repetindo a ação pelo menos dez vezes.

A investigação deverá indiciar os suspeitos por homicídio doloso qualificado, considerando a impossibilidade de defesa das vítimas.

Em nota, o Conselho Regional de Enfermagem do Distrito Federal (Coren-DF) informou que está acompanhando o caso e instaurou procedimento interno para apurar possíveis implicações éticas dos profissionais envolvidos:

“Diante da gravidade das informações divulgadas, o Coren-DF esclarece que está acompanhando o caso e instaurou procedimento de apuração para verificar eventuais implicações éticas relacionadas à conduta de profissionais de enfermagem possivelmente envolvidos, adotando as providências cabíveis no âmbito de sua competência legal.
Ressalta-se que o caso também está sob investigação das autoridades competentes e tramita na esfera judicial. Dessa forma, neste momento, não é possível emitir juízo de valor ou qualquer conclusão definitiva, devendo ser respeitados o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa dos envolvidos.
O Coren-DF reforça que, caso as investigações confirmem a ocorrência de conduta ilícita ou infração ética, o profissional será devidamente responsabilizado, nos termos do Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem.
O Conselho segue comprometido com a segurança do paciente, a ética profissional e a defesa de uma enfermagem qualificada, responsável e comprometida com a vida.”

As investigações continuam em andamento para apurar todos os detalhes, identificar a motivação e confirmar a extensão dos crimes.

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