
Um boato que viralizou nas redes sociais nos últimos dias afirmava que o governo federal passaria a cobrar IPVA de bicicletas, inclusive elétricas, e até de cadeiras de rodas motorizadas. A falsa informação gerou preocupação entre usuários desses equipamentos, mas foi oficialmente desmentida pela Secretaria de Comunicação Social (Secom) nesta quinta-feira (27).
De acordo com a Secom, nenhum desses itens se enquadra na definição de veículo automotor, requisito básico para a cobrança do imposto. Por isso, não há previsão legal para que bicicletas, patinetes elétricos ou cadeiras de rodas venham a pagar IPVA.
A confusão começou após interpretações equivocadas da Resolução nº 996/2023, do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). O texto regulamenta equipamentos de mobilidade individual, mas não cria novas obrigações financeiras. Segundo o governo, a resolução apenas organiza regras já existentes, dando segurança jurídica a consumidores, fabricantes e órgãos de fiscalização.
O prazo de adaptação estabelecido pelo Contran vai até 31 de dezembro de 2025.
A norma define critérios técnicos para diferenciar equipamentos autopropelidos que não exigem IPVA, emplacamento ou habilitação de ciclomotores. Para serem considerados autopropelidos, os equipamentos devem seguir os seguintes limites:
Potência máxima: até 1.000 W
Velocidade máxima: 32 km/h
Largura: até 70 cm
Entre-eixos: até 130 cm
Nessa categoria estão incluídos:
Bicicletas elétricas leves (e-bikes)
Patinetes elétricos
Cadeiras de rodas motorizadas
Nenhum deles precisa pagar IPVA ou qualquer taxa semelhante.
A resolução também deixa claro que ciclomotores possuem requisitos específicos:
Motor a combustão de até 50 cm³ ou motor elétrico de até 4 kW
Velocidade de fabricação limitada a 50 km/h
Nesses casos, há obrigatoriedade de:
Registro e licenciamento
Emplacamento
Habilitação ACC ou categoria A
Segundo o governo, o que a resolução faz é apenas permitir a regularização de ciclomotores importados ou vendidos sem homologação entre 1º de novembro de 2023 e 31 de dezembro de 2025, sem criar novos encargos.
Em nota, a Secom afirmou que a viralização do boato é “infundada” e reforçou que bicicletas, patinetes e cadeiras de rodas não serão taxados.
Com isso, o governo federal encerra a polêmica e confirma: não haverá cobrança de IPVA para esses equipamentos. A mensagem que circulou na internet é fake news.