Três homens foram presos na tarde da última quinta-feira (18), por prática de pesca predatória no rio Espírito Santo, nas proximidades da ponte conhecida como “Queimada”, no município de Guimarânia. A ação foi conduzida por militares do 4º Grupamento da Polícia Militar de Meio Ambiente, vinculado ao 1º Pelotão da 7ª Companhia (MAmb), com sede em Patrocínio.
Durante patrulhamento ambiental, a guarnição recebeu informações sobre a utilização de petrechos proibidos no local. Ao se aproximarem do ponto indicado, os policiais encontraram um veículo estacionado à margem do rio, mas sem a presença de pessoas nas imediações.
Após observação e diligências, três indivíduos do sexo masculino foram abordados ao retornarem para o carro. Eles apresentavam sinais de terem estado na água e carregavam sacas contendo duas tarrafas — tipo de petrecho proibido para a pesca amadora — além de 42 kg de pescado das espécies curimba e mandi.
Os autores, com idades entre 33 e 48 anos, admitiram ter realizado a pesca utilizando os equipamentos ilegais. Além disso, nenhum deles possuía licença válida para pesca amadora, conforme exige a legislação ambiental vigente.
Diante da constatação do crime, previsto no artigo 34 da Lei Federal nº 9.605/1998 (Lei de Crimes Ambientais), os seguintes procedimentos foram adotados:
Prisão em flagrante dos três autores;
Apreensão de 02 tarrafas (petrechos ilegais);
Apreensão de 42 kg de pescado;
Aplicação de autos de infração ambiental que totalizaram R$ 3.982,32;
Apreensão administrativa do veículo utilizado na atividade ilegal;
Descarte do pescado no aterro sanitário, por ausência de inspeção sanitária.
Os detidos foram conduzidos à Delegacia de Polícia Civil para as providências legais. Os materiais apreendidos foram entregues à autoridade ambiental competente, e os autos administrativos foram devidamente registrados.
A Polícia Militar de Meio Ambiente reforça a importância da denúncia por parte da população e alerta sobre as consequências legais da prática da pesca predatória, que coloca em risco o equilíbrio dos ecossistemas aquáticos e a sustentabilidade das espécies nativas.