Noticias de Minas Gerais (MPE) recomendou
Ministério Público pede cassação do prefeito de Buritis-MG por compra de votos
Para o Ministério Público, Rufino tinha conhecimento da oferta, o que motivou o pedido de cassação da chapa que inclui a vice Nilvia Prisco
17/09/2025 14h30 Atualizada há 10 meses
Por: Flavia Moreira
REPRODUÇÃO INTERNET

O Ministério Público Eleitoral (MPE) se manifestou pela cassação do mandato e inelegibilidade do prefeito de Buritis-MG, Rufino Folador (Podemos), em ação que investiga supostas práticas de abuso de poder econômico e compra de votos durante as eleições municipais de 2024. O parecer também pede a cassação da vice-prefeita Nilvia Prisco e do vereador Harley Prisco, além da inelegibilidade de Salvador Mariano, atual secretário de Administração e aliado próximo do prefeito.

A ação foi proposta pelo próprio partido Podemos e está em tramitação na Justiça Eleitoral.

Continua após a publicidade

Propostas de dinheiro para desistência de candidatura

De acordo com as investigações, Salvador Mariano teria oferecido R$ 3 mil  com promessa de dobrar o valor para R$ 6 mil  para que a então pré-candidata a vereadora, Vânia Reis, desistisse da disputa eleitoral. Além disso, ele teria entregue R$ 1 mil em espécie, valor que foi apreendido pelo Ministério Público.

Para o MPE, o prefeito Rufino tinha conhecimento da tentativa de compra de desistência eleitoral, o que configura conduta grave e motivou o pedido de cassação da chapa formada por ele e Nilvia Prisco.

Continua após a publicidade

Outras acusações

Em outro episódio citado no parecer, Salvador Mariano e o vereador Robertinho foram acusados de entregar R$ 1.750 em dinheiro e camisetas a uma eleitora. No entanto, o MP considerou que as provas apresentadas eram frágeis e recomendou a absolvição dos dois nesse caso.

Já o vereador Harley Prisco foi apontado como responsável pela doação de tijolos, cimento e o pagamento de R$ 290 em combustível para uma eleitora. Para o Ministério Público, houve sim compra de votos, justificando o pedido de cassação de seu mandato.

Continua após a publicidade

Em outro caso envolvendo Harley e a vice-prefeita Nilvia, os dois teriam oferecido R$ 432 a uma eleitora. No entanto, a promotoria recomendou a absolvição por insuficiência de provas.

Pedido final do Ministério Público

Com base nos elementos levantados, o Ministério Público Eleitoral concluiu pelo seguinte:

O processo segue aguardando decisão da Justiça Eleitoral.

Respostas dos citados

Procurado, Salvador Mariano afirmou que respeita o parecer do MP, mas reforçou a legitimidade das eleições e disse que acredita na Justiça.

O prefeito Rufino Folador e a vice-prefeita Nilvia Prisco não responderam aos contatos da reportagem até o fechamento da matéria. Os vereadores Harley Prisco e Robertinho também optaram por não se pronunciar.