O Ministério Público Eleitoral (MPE) se manifestou pela cassação do mandato e inelegibilidade do prefeito de Buritis-MG, Rufino Folador (Podemos), em ação que investiga supostas práticas de abuso de poder econômico e compra de votos durante as eleições municipais de 2024. O parecer também pede a cassação da vice-prefeita Nilvia Prisco e do vereador Harley Prisco, além da inelegibilidade de Salvador Mariano, atual secretário de Administração e aliado próximo do prefeito.
A ação foi proposta pelo próprio partido Podemos e está em tramitação na Justiça Eleitoral.
De acordo com as investigações, Salvador Mariano teria oferecido R$ 3 mil com promessa de dobrar o valor para R$ 6 mil para que a então pré-candidata a vereadora, Vânia Reis, desistisse da disputa eleitoral. Além disso, ele teria entregue R$ 1 mil em espécie, valor que foi apreendido pelo Ministério Público.
Para o MPE, o prefeito Rufino tinha conhecimento da tentativa de compra de desistência eleitoral, o que configura conduta grave e motivou o pedido de cassação da chapa formada por ele e Nilvia Prisco.
Em outro episódio citado no parecer, Salvador Mariano e o vereador Robertinho foram acusados de entregar R$ 1.750 em dinheiro e camisetas a uma eleitora. No entanto, o MP considerou que as provas apresentadas eram frágeis e recomendou a absolvição dos dois nesse caso.
Já o vereador Harley Prisco foi apontado como responsável pela doação de tijolos, cimento e o pagamento de R$ 290 em combustível para uma eleitora. Para o Ministério Público, houve sim compra de votos, justificando o pedido de cassação de seu mandato.
Em outro caso envolvendo Harley e a vice-prefeita Nilvia, os dois teriam oferecido R$ 432 a uma eleitora. No entanto, a promotoria recomendou a absolvição por insuficiência de provas.
Com base nos elementos levantados, o Ministério Público Eleitoral concluiu pelo seguinte:
Cassação dos mandatos de Rufino Folador, Nilvia Prisco e Harley Prisco
Inelegibilidade de Rufino Folador e Salvador Mariano
O processo segue aguardando decisão da Justiça Eleitoral.
Procurado, Salvador Mariano afirmou que respeita o parecer do MP, mas reforçou a legitimidade das eleições e disse que acredita na Justiça.
O prefeito Rufino Folador e a vice-prefeita Nilvia Prisco não responderam aos contatos da reportagem até o fechamento da matéria. Os vereadores Harley Prisco e Robertinho também optaram por não se pronunciar.