
elo menos dez famílias da cidade foram vítimas de um esquema de estelionato envolvendo a venda de terrenos públicos no bairro Mamoeiro. O golpista se apresentava como servidor da Prefeitura e chegou a usar documentos falsificados com carimbos de cartório e assinaturas de funcionários municipais.
Uma das vítimas, que preferiu não se identificar, contou que pagou R$ 30 mil pelo lote, na expectativa de construir uma casa para o pai que vivia em situação de rua. “A negociação foi feita por um intermediário. Fizemos pagamento em dinheiro e via Pix. Havia contrato, assinatura e carimbo do cartório. Achamos que estava tudo certo”, relatou.
O golpe só foi descoberto quando a vítima procurou a Prefeitura para regularizar o IPTU e instalar água no imóvel. Foi então informada de que o terreno pertencia ao município e não poderia ser comercializado.
Segundo a Procuradoria de Unaí, todas as famílias envolvidas já foram notificadas para desocuparem os imóveis de forma amigável. Caso contrário, medidas judiciais serão adotadas. A Secretaria de Obras também determinou a demolição de construções e cercas erguidas irregularmente.
A Polícia Civil informou que as vítimas precisam registrar boletim de ocorrência e formalizar representação para que o inquérito seja aprofundado. O cartório local reforçou, em nota, que nenhum dos contratos apresentados foi registrado oficialmente e que não compactua com práticas ilícitas.
A Prefeitura de Unaí destacou que a fraude foi descoberta por servidores do setor de cadastro imobiliário, que detectaram tentativas de regularização de terrenos com documentos falsos. O município ressalta que a venda de lotes públicos só ocorre mediante processo administrativo regular e transparente.
As investigações seguem em andamento para identificar e responsabilizar os envolvidos no golpe.