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STJD denuncia Bruno Henrique por manipulação de jogo em 2023

Atacante é acusado de forçar cartão amarelo para beneficiar parentes em um cassino online

Por: Da Redação
15/08/2025 às 15h40 Atualizada em 15/08/2025 às 15h47
STJD denuncia Bruno Henrique por manipulação de jogo em 2023
Gilvan de Souza/Flamengo

O atacante Bruno Henrique, do Flamengo, foi denunciado pela procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) por manipulação de resultados. O inquérito, relativo à acusação de receber intencionalmente um cartão amarelo durante a partida contra o Santos, pelo Brasileirão de 2023, foi distribuído para a 1ª Comissão Disciplinar, presidida pelo auditor Marcelo da Rocha Ribeiro Dantas.

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O julgamento tem previsão de acontecer no início de setembro e o jogador continua livre para atuar até a decisão final do tribunal. A denúncia enquadrou Bruno Henrique nos artigos 243 e 243-A do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), com pena de um a dois anos de suspensão, além de multa de até R$ 100 mil.

A movimentação do STJD ocorre poucas semanas após a Justiça do Distrito Federal acatar a denúncia do Ministério Público e tornar réu o atacante pela acusação de fraudar o resultado de competição esportiva. No entanto, o juiz Fernando Brandini Barbagalo, da 7ª Vara Criminal de Brasília, rejeitou a acusação de estelionato, citando “falta de documentos comprobatórios”.

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A investigação que culminou no indiciamento do atacante Bruno Henrique, do Flamengo, por manipulação de resultado esportivo, teve início graças a uma movimentação de três cassinos online. Segundo os relatórios encaminhados à International Betting Integrity Association (IBIA), quase 98% do volume de apostas no mercado de cartões estava concentrado no atacante.

Em um curto espaço de tempo, nove apostas com valores máximos foram registradas, algumas a partir de contas recém-criadas em um cassino online e registradas em Belo Horizonte, cidade natal do jogador.

O padrão incomum chamou atenção para um possível caso de “spot-fixing”, quando o resultado de um evento específico dentro da partida é manipulado. Porém, os dados de um cassino online que ajudou a alertar as autoridades para a suspeita nesse caso ajudam a contextualizar estes mercados no país. Apostas em ações individuais, como cartões recebidos, estão longe de figurar entre as cinco modalidades mais populares.

Segundo números divulgados pela bet, os brasileiros preferem apostas que envolvem resultados de partidas, total de gols e handicaps asiáticos — formatos que envolvem o desempenho coletivo dos times. Isso evidencia que o tipo de manipulação do qual Bruno Henrique é acusado foge do padrão do comportamento comum dos apostadores.

A PF identificou dois grupos de pessoas envolvidas nas apostas. O primeiro grupo inclui parentes do jogador, apontados como titulares de contas criadas em um cassino online na véspera da partida. Outro grupo, ligado ao irmão de Bruno Henrique, teria obtido um lucro total de R$ 12.861.

A justiça, porém, tornou réus apenas Bruno Henrique e seu irmão. Os demais, também denunciados pelo crime de estelionato, tiveram denúncia rejeitada com o entendimento de que as casas de apostas, por terem sido as vítimas no caso, deveriam ter sido responsáveis por iniciar a representação judicial.

As movimentações no caso Bruno Henrique ocorrem em um momento delicado para as bets no Brasil. O Congresso Nacional vem debatendo uma série de propostas legislativas que limitam a atuação de um cassino online no país, incluindo medidas que restringem ou proíbem a publicidade de casas de apostas, incluindo veto a influenciadores e atletas nos anúncios.

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