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Ministério Público instaura procedimento para investigar estabilidade e a segurança de barragens em Paracatu

De acordo com a Coordenadoria Regional, moradores de Paracatu e região questionam a segurança das barragens.

Paulo Sérgio
Por: Paulo Sérgio Fonte: MPMG
09/02/2019 às 00h33 Atualizada em 10/02/2019 às 18h46
Ministério Público instaura procedimento para investigar estabilidade e a segurança de barragens em Paracatu
Foto: Paulo Sérgio/Paracatunews

Por meio da Coordenadoria Regional das Promotorias de Defesa do Meio Ambiente das Bacias dos Rios Paracatu, Urucuia e Abaeté, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) instaurou procedimento para investigar a estabilidade e a segurança do maior complexo de barragens de rejeitos do país, localizado em Paracatu, no Noroeste do Estado, na microrregião da Serra do Ouro, no distrito de Machadinho.

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Com licenças de instalação e funcionamento aprovadas pelo Estado, esse sistema integra as operações de mineração de ouro, de raízes históricas e seculares, sob a responsabilidade da Kinross Brasil Mineração. Informações iniciais sobre a situação das barragens Eustáquio, uma das maiores do país, e Santo Antônio foram coletadas pela Central de Apoio Técnico (Ceat) do MPMG.

Outras foram requisitadas ao Estado, ao Conselho Regional de Engenharia (CREA) e à Kinross para verificar também técnicas adicionais ou substitutivas que instrumentalizem as melhores tecnologias disponíveis no mercado para a segurança hidráulica das barragens, uma vez que no complexo é usado o modelo de alteamento a jusante.

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De acordo com a Coordenadoria Regional, moradores de Paracatu e região questionam a segurança das barragens e ficam receosos com os possíveis riscos relativos às operações no complexo, tanto para os distritos rurais das imediações quanto para a bacia hidrográfica do São Francisco, que seriam afetados diretamente caso ocorresse um acidente ou uma tragédia.

Para o promotor de Justiça Athaide Peres, mesmo que laudos atestem a estabilidade e a segurança do complexo minerário, é necessário, nesse momento, elucidar a situação do empreendimento, inclusive em relação à tecnologia de disposição de rejeitos, uma vez que, segundo o promotor, a tragédia de Brumadinho tem intrigado tanto a população residente próxima às barragens, quanto as autoridades brasileiras.


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