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Delegado será investigado por acúmulo de cargo em Buritis e no Rio de Janeiro
O acúmulo de cargos públicos é proibido pela Constituição Federal, mas há algumas exceções, e os Estados também podem autorizar situações específicas
14/06/2025 08h22
Por: Flavia Moreira

De acordo com matéria publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) está investigando o caso do delegado de Buritis, Dr. Carlos Alessandro Siebra Bouças, por acumulo de cargo como inspetor da Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ).

A reportagem assinada pelo jornalista Pedro Augusto Figueiredo, publicada no site do Estadão no último domingo, traz a denúncia de que o Dr. Carlos Alessandro foi designado como delegado de Buritis em novembro de 2023 e um ano depois, em dezembro de 2024, foi nomeado como inspetor na Polícia Civil do Rio de Janeiro, mas sem pedir demissão do cargo anterior.

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Os portais da transparência dos dois Estados informam que Carlos é servidor em atividade. No caso de Minas Gerais, ele está de licença médica com duração de 45 dias desde o fim de abril.

O acúmulo de cargos públicos é proibido pela Constituição Federal, mas há algumas exceções, e os Estados também podem autorizar situações específicas. Não é o caso da Polícia Civil de Minas Gerais. A corporação disse ao Estadão que há um “procedimento apuratório” instaurado pela Corregedoria-Geral sobre o caso e que, em sua Lei Orgânica, é “expressamente vetado ao servidor público estadual ocupar dois cargos públicos de maneira simultânea, sendo um deles fora do estado de origem”.

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A PCERJ disse que está em contato com a polícia mineira. “O servidor foi nomeado em dezembro de 2024 e encontra-se em atividade. As cópias das informações já foram solicitadas e serão analisadas. A Corregedoria-Geral de Polícia Civil (CGPOL) do Rio de Janeiro vai adotar medida no âmbito disciplinar para apurar a conduta do servidor”, afirmou o órgão.

Carlos recebe salário bruto de quase R$ 15 mil pela função de delegado em Minas e mais R$ 8,5 mil como inspetor no Rio. Ele recebeu as remunerações dos dois Estados em março e em abril.

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O delegado Dr. Carlos Alessandro respondeu o contato realizado pela página Mais Buritis com a seguinte mensagem: “Única coisa que eu tenho a manifestar é que a exoneração em MG foi solicitada há tempo e não houve acumulação de função”.