
O mistério do desapareceimento de uma mulher logo após ter dado a luz a uma recém-nascida no dia 15/10 em João Pinheiro, teve um fim trágico na tarde desta terça-feira 16/10. A mulher foi morta e teve o bebê arrancado da barriga pela suspeita de 40 anos.
O corpo de Mara Cristina Ribeiro da Silva, 23 anos, foi localizado em um matagal próximo a BR 040, KM 143, próximo ao antigo Posto Policial da PRF., enforcada e com a barriga cortada. O corpo de Mara teria sido encontrado por populares e havia grande aglomeração de pessoas no local. O Delegado Regional, Dr. Carlos Henrique Gomes Bueno, juntamente com a equipe de perícia técnica, realizaram os trabalhos de praxe, liberando o corpo da Vítima.
Entenda o caso
De acordo com a Policia Militar (PM) no dia 15/10 por volta das 18hs, os militares foram acionados no Hospital Municipal, onde foram informados que havia dado entrada uma mulher de 40 anos, com uma bebê recém-nascida, alegando que havia acabado de dar à luz.
Diante da informação da mulher, os médicos suspeitaram, pois a mulher não demonstrava sintomas de uma pessoa que teria realmente dado à luz e ao ser convidada para realizar um exame clínico pelo médico obstetra a mulher recusou.
Ainda no hospital, os policiais militares foram informados por parentes de Mara Cristina, de 23 anos, que ela estava grávida de oito meses e que morava com Angelina, de 40 anos, desde o último sábado. Ainda segundo outro parente de Mara, uma vizinha de Angelina, relatou que por volta das 13h30min, viu quando a suspeita saiu de casa acopanhada pela gestante e uma criança de aproximadamente 01 ano de idade.
Versão de Angelina
Após algum tempo no hospital, a suspeita permitiu que o médico a examinasse e acabou confessando na sala de exames, que a criança recém-nascida não era dela e sim da amiga, afirmando não saber onde a mãe do bebê estava.
Angelina ainda contou que Mara havia conversado com uma amiga pelo telefone e marcado um encontro no bairro Água Limpa, e que ambas teriam deslocado para este local por volta das 13h30min, ao encontro de tal mulher baixa, morena, acima do peso, com apliques no cabelo, aparentando 40 anos de idade, a qual aguardava por Mara. A suspeita ainda disse que Mara seguiu à pé com a mulher sentido ao bairro, e que ela permaneceu no local do encontro com a filhinha de 1 ano de Mara.
Segundo a PM, Agelina ainda narrou que após aproximadamente 25 minutos, a mulher que havia saído com Mara, retornou com uma recém-nascida nos braços e entregou a Angelina, pedindo para que ela levasse a bebê para o hospital, pois a criança não estava bem.
Diante da situação, a suspeita teria ligado para o marido de 57 anos, pedido que ele a buscasse naquele local. E logo após, deixaram a filha pequena da Mara com uma vizinha e seguiram para o Hospital.
Ainda segundo a PM, em decorrência do estado prematuro da recém-nascida, o bebê foi encaminhado para a cidade de Patos de Minas, para atendimento especializado. Na ocasião, a mulher suspeita foi conduzida para a Delegacia de Polícia em Paracatu para prestar esclarecimentos sobre o que realmente teria acontecido com Mara
Angelina Confessa o crime
A suspeita confessou o crime e disse para a polícia que atraiu Mara para ás margens da BR-040, dopou a vítma com álcool e a enforcou com um fio de metal. Logo após, pendurou o corpo de Mara em uma árvore e abriu a barriga dela para tirar o recém-nascido.
Angelina negou a participação do marido e de uma terceira pessoa no crime, conforme ela havia narrado antes. A polícia acredita que pela forma como Mara foi covardemente morta, possa ter a participação de mais pessoas no crime.