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Bayer relança projeto de letramento para trabalhadores rurais, com realização da FIEMG
Iniciativa já beneficiou mais de 700 safristas ao longo de quase 10 anos
13/11/2024 13h57
Por: Paulo Sérgio
Divulgação

Dados do último Censo Agropecuário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que 15,45% da população trabalhadora rural nunca frequentou a escola, e apenas 12,61% é alfabetizada. Considerando essa realidade, a Bayer acaba de retomar o Projeto Letrados, voltado para trabalhadores rurais na cidade de Unaí, em Minas Gerais. Sob o lema “A semente da educação no campo”, a iniciativa visa proporcionar educação em leitura e escrita a safristas — trabalhadores temporários da colheita — com aulas realizadas no contraturno do expediente.

Iniciado em 2012, o programa já alfabetizou mais de 700 pessoas e, após uma pausa devido à pandemia, retorna em 2024 em parceria com a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG). Neste momento, cerca de 20 safristas já estão inscritos, e a expectativa é de que o número de participantes aumente conforme novos trabalhadores se interessem.

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Líder da Bayer em Paracatu (MG), Ademir Diniz explica que a iniciativa representa mais que um esforço de qualificação e desenvolvimento profissional; é um movimento de impacto social positivo. “O programa dissemina conhecimento e promove o avanço de pessoas essenciais para a produção de sementes de milho. Tanto os safristas de campo quanto os que atuam em nossas fábricas são fundamentais para o sucesso de nossas operações. Com a retomada do programa, queremos valorizar esses profissionais, oferecendo-lhes acesso à educação e a novas oportunidades de crescimento”, conclui.

Já para Maria de Fátima Pereira Cardoso, professora da turma, “a iniciativa é uma oportunidade para adultos que tiveram menos acesso à escola. Minha expectativa é contribuir para o desenvolvimento deles, para que possam,  inicialmente, escrever o próprio nome, pois sei que isso já representa uma alegria enorme. Como educadora, espero impactar positivamente a vida de cada um e incentivá-los a seguir estudando”.

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Sérgio Rodrigues dos Santos, aluno de 48 anos, conta que é a primeira vez que participa de um projeto assim. “Espero aprender a escrever meu nome direitinho e, quem sabe, aprender a ler”. Já para Leônidas Viera da Conceição, de 23 anos, as aulas podem apoiá-lo a ir além da leitura e da escrita. “É uma alegria ter uma oportunidade assim, e temos que aproveitá-la! Estamos no início das aulas, mas já quero aprender cada vez mais sobre o mundo por meio dos estudos”.