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MP denuncia 21 pessoas, sendo 14 vereadores de Paracatu na operação 'Templo de Ceres'

Apenas três vereadores tiveram o procedimento investigatório arquivado pela justiça, por não ter sido encontrado contra eles, indícios suficientes no crime investigado.

Paulo Sérgio
Por: Paulo Sérgio Fonte: Paulo Sérgio/Paracatunews
19/09/2016 às 16h09
MP denuncia 21 pessoas, sendo 14 vereadores de Paracatu na operação 'Templo de Ceres'

Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) denunciou 21 pessoas, sendo 14 vereadores de Paracatu, por crime de desvio de dinheiro público, por meio de notas falsas, falsidade e organização criminosa na operação Templo de Ceres.  

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Na primeira fase da operação, deflagrada no dia 11 de Agosto, por meio da 3ª Promotoria de Justiça de Paracatu e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com o apoio da Polícia Militar, houve busca e apreensão de documentos em residências, empresas e na Câmara Municipal, onde foram recolhidos documentos e celulares dos investigados. A operação investiga fornecimento de notas fiscais fraudulentas, referentes a alugueis de veículos.

No dia 25 de Agosto, o Ministério Público deflagrou a segunda fase da operação na cidade, onde pediu ao juiz da Vara Criminal, de Execução Penal e da Infância e Juventude da Comarca de Paracatu, Rodrigo Assumpção, que decretasse a prisão preventiva de três vereadores, uma assessora Parlamentar e um empresário.  Na ocasião, foram presos Greick José de Oliveira Silva (PRB) e João de Jesus Macedo (DEM), além da assessora legislativa Núbia Pereira Cavalcanti de 34 anos e o empresário José Eustáquio dos Reis, de 52 anos, que atua no ramo de venda e aluguel de veículos na cidade.  O juiz fundamentou que os ainda como investigados, estariam tentando destruir provas, onde teria ficado demonstrada por gravações telefônicas, e na possibilidade de intimidação de testemunhas.

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Já um terceiro vereador, teve a previsão preventiva decretada na tarde do dia (05/09) durante uma reunião de Comissão na Câmara Municipal. O vereador cabo Camilo foi detido pela Polícia Militar (PM) o qual recebeu voz de prisão ainda na câmara. O parlamentar segue recolhido no 28°BPM da cidade de Unaí.

O vereador Ragos Oliveira dos Santos (PT), de 43 anos também teve a prisão preventiva expedida pela Justiça em Paracatu. O vereador está entre os denunciados pelo Ministério Público Estadual (MPE) na operação templo de Ceres. Na quinta-feira (09/09), a Polícia Militar (PM) fez buscas na casa do vereador e também na Câmara Municipal, mas Ragos ainda não foi encontrado para o cumprimento do mandado, sendo considerado foragido. Segundo informações, o vereador estaria viajando e se apresentaria a polícia em breve.

Durante uma coletiva de imprensa na tarde desta segunda-feira (19) na sede do Ministério Público, os promotores falaram sobre as denuncias apresentadas pelo MP e ressaltaram que os crimes denunciados foram de Peculato, que é de desvio de dinheiro público, falsidade e organização criminosa.

Segundo o MP, apenas três vereadores sendo Grewton de Sá, Marli Ribeiro e Joãozinho Contador, tiveram o procedimento investigatório arquivado pela justiça, por não ter sido encontrado contra eles, indícios suficientes no crime investigado. Entretanto, o pedido de arquivamento não é definitivo, e caso surja novas provas que comprovem o envolvimento dos três vereadores, poderá ser reaberto o processo de investigação, afirmou o MP.

Crimes

A pena máxima para os crimes cometidos é superior há 4 anos, mas em razão do grande volume de fraudes detectadas, o MP optou que por cada nota fraudulenta encontrada, será contada como um crime cometido. Podendo cada denunciado, caso se já condenado e dependendo do numero de notas falsas, pegar no mínimo 25 anos de prisão. Se condenados, poderão perder o direito político, e a devolução de todo o valor considerado ilegal.  Ainda segundo o MP, assessora parlamentar Núbia Pereira Cavalcanti, ganhou a sua liberdade provisória, devido um colaboração premiada nas investigações.

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