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Fiscalização preventiva na indústria chega à 7ª edição com orientações sobre as melhores práticas ambientais
Lançamento aconteceu na sede da Fiemg, em Belo Horizonte, e contou com a participação de representantes do Governo de Minas e setor produtivo
23/08/2023 14h55
Por: Da Redação Fonte: Secom Minas Gerais

Com mais de cinco mil empreendimentos fiscalizados nos últimos seis anos e considerada uma iniciativa de sucesso na prevenção de danos ambientais, começou, na terça-feira (22/8), a 7ª edição do Programa Fiscalização Ambiental Preventiva na Indústria (Fapi 2023). Nos próximos 90 dias, serão realizados, sob demanda, workshops regionais no interior do estado, com o objetivo de instruir e incentivar empreendedores para a regularização prévia de suas atividades, evitando autuações ambientais e garantindo sustentabilidade à produção industrial mineira.

Sebastião Jacinto Júnior

Desenvolvido pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) , em parceria com a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) e a  Polícia Militar de Meio Ambiente (PMMAmb) , o programa Fapi complementa as ações do Plano Anual de Fiscalização (PAF) do Estado. Em 2023, os setores selecionados são rochas ornamentais, usina solar fotovoltaica, fabricação de cerâmica vermelha e fabricação de móveis de madeira.

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“Os setores selecionados nesta edição foram definidos, de forma estratégica, por se relacionarem direta ou indiretamente com o desmatamento e uso ilegal de produtos florestais, quando não promovidos de forma ambientalmente regular”, disse o subsecretário de Fiscalização da Semad, Alexandre Leal, durante o lançamento do programa, realizado na sede da Fiemg, em Belo Horizonte.

Em 2022, a Semad, juntamente com a PM, promoveu 40.857 fiscalizações ambientais em todas as regiões de Minas Gerais, com mais de 15 mil infrações identificadas e autuadas. Maior quantitativo de ações fiscalizatórias registrado pelo Estado nos últimos cinco anos.

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Para o comandante do batalhão de Polícia de Meio Ambiente, tenente-coronel Emiliano Lage, também presente no evento, a parceria entre as instituições demonstra a maturidade da gestão ambiental de Minas. “Os resultados alcançados pelo Fapi desde o início do programa, em 2017, demonstram a efetividade da proposta de orientar para evitar a punição e comprovam, com dados bastante sólidos, a diferença na quantidade de infrações ambientais notificadas quando se trabalha com o conceito de fiscalização preventiva”, destacou.

A adesão ao Fapi não é obrigatória. Mas, caso o empreendedor participante receba algum auto de infração, o valor da multa pode ser reduzido em até 50%. A atenuante está prevista no artigo 85 do Decreto Estadual n° 47.383/2018. “Desde que o infrator tenha aderido ao programa em período anterior à fase de fiscalizações, ou seja, previamente à constatação da infração”, explica o coordenador de Meio Ambiente da Fiemg, Adriel Palhares.

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No último ano, foram fiscalizados 1.019 empreendimentos por meio do Fapi. Em apenas 49 deles foram lavrados autos de infração. Na avaliação do presidente do Conselho de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Fiemg, Mário Filho, o reduzido índice de irregularidades registrado se deve, entre outros fatores, à eficácia do Estado na emissão de licenças e autorizações e à responsabilidade dos empreendedores em aguardar a total regularização do empreendimento antes de iniciar ou retomar suas atividades.

“O programa tem, de fato, essa função de orientar e prevenir e as empresas têm entendido isso ao longo das últimas seis edições. Por isso, registramos resultados tão positivos, ano após ano”, conclui Mário Filho. 

Ao final do evento, foram esclarecidas dúvidas e questionamentos do público, que participou presencialmente e também por meio do chat disponível na transmissão on-line realizada pelo Teams. Cerca de 500 pessoas acompanharam o lançamento da 7ª edição do Fapi.