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Kinross reduz estimativa de mina em Paracatu para 2030

Expectativa era que a produção fosse realizada até 2042.

Paulo Sérgio
Por: Paulo Sérgio Fonte: Foto:Ortemg / Divulgação
14/02/2014 às 14h13
Kinross reduz estimativa de mina em Paracatu para 2030
A canadense Kinross Gold Corporation reduziu em 12 anos a estimativa de vida útil da mina de Paracatu, na região Noroeste do Estado. A companhia revisou o plano de exploração do ativo minerário, que, teve também um corte de 6,8 milhões de onças em suas reservas de ouro.

De acordo com o balanço de 2013, publicado nesta semana pela mineradora, a expectativa de vida útil do ativo foi reduzido para 2030. Inicialmente, a expectativa era que a produção em Paracatu fosse realizada até 2042.

A retração se deu em função de um programa de otimização dos planos de mina implantada pela companhia em suas operações. A empresa passou a utilizar uma nova metodologia para estimar suas reservas, em que leva em consideração uma série de custos operacionais.

chief executive officer (CEO) da Kinross, J. Paul Rollinson, afirma em relatório que o resultado é a redução das reservas, principalmente em Paracatu. Apesar disso, é esperado no curto prazo um aumento no valor das reservas, a obtenção de teores maiores, além de um melhor fluxo de caixa.

O complexo minerário no Brasil foi o último da companhia a passar pelo programa de otimização. Conforme o documento, com a nova metodologia, as reservas de ouro na mina de Paracatu ficaram em 10,401 milhões de onça.

No total, a mineradora canadense reduziu suas reservas em um terço. O volume estimado em todas as suas operações era de 59,6 milhões de onças em 2012, passando para 39,7 milhões de onças no ano passado.

Além da nova metodologia utilizada pela companhia, a desistência do projeto Fruta del Norte no Equador também impactou a estimativa de reservas da mineradora. Somente o empreendimento foi responsável pelo corte de 6,7 milhões de onças.

Produção - De acordo com o relatório divulgado nesta semana, a produção em Paracatu atingiu 500,380 mil onças em 2013. O volume representa incremento de 7,2% na comparação com o ano anterior, quando totalizou 466,709 mil onças. Já as vendas passaram de 471,387 mil onças em 2012 para 507,953 mil onças no ano passado. Isto representa incremento de 7,5% na base de comparação.

Somente no quarto trimestre, a mineradora produziu 124,694 mil onças no complexo na região Noroeste do Estado, contra 132,114 onças de ouro nos três últimos meses de 2012. O resultado representa queda de 5,6% no período.

As vendas totalizaram 127,349 mil onças entre outubro e dezembro do ano passado. Este montante é 7,4% menor que o verificado no mesmo intervalo do exercício anterior (137,534 mil onças). Levando em consideração todas as operações em todo o mundo, foi verificado pequena retração de 0,4% em 2013 na comparação com o ano anterior.

Fonte:Diariodocomercio
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