Politica Política
TRE-RJ minimiza impacto de congestionamentos na abstenção
Filas nas seções foram menores do que no primeiro turno
30/10/2022 22h15
Por: Da Redação Fonte: Agência Brasil

O presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Estado do Rio de Janeiro (TRE-RJ), desembargador Elton Leme, disse hoje (30) que não acredita que os congestionamentos relatados por eleitores em vias importantes do Rio de Janeiro devem aumentar a taxa de abstenção no segundo turno das eleições.

"Eu acredito que não [impacta]. Quem transita pela Avenida do Brasil e pela Ponte Rio-Niterói já está acostumado com o trânsito. Quem mora em Niterói e trabalha no Rio, tem que reservar um tempo do seu deslocamento para enfrentar engarrafamento. Isso é natural", disse.

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Segundo o TRE-RJ, o domingo de votação é tradicionalmente um dia de movimentação intensa de veículos no Rio de Janeiro, e o trânsito se complicou na Avenida Brasil com duas ocorrências: um ônibus que pegou fogo por problemas elétricos e uma perseguição policial que terminou na via expressa.

"Não houve blitz na Avenida Brasil. Houve, sim, como há ainda, carros da Polícia Militar posicionados em pontos específicos", explicou.

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Elton Leme também disse estar em contato com a Polícia Militar no gabinete de segurança das eleições e afirmou que não há informações sobre blitz em vias expressas.

"O que nós temos e não podemos confundir com blitz é a ocupação do território. Foi feito no primeiro turno e mantido no segundo turno. Nós mantivemos a mesma estrutura de ocupação do território”, disse Leme.

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Em relação à Ponte Rio-Niterói, o presidente do TRE-RJ também informou que há forças de segurança posicionadas, incluindo o Exército, mas, segundo ele, os motoristas não estão sendo parados. As Forças Armadas foram chamadas pelo tribunal para reforçar a segurança da votação no estado.

O desembargador disse ainda que o TRE-RJ recebeu denúncias de redução na circulação de ônibus em São Gonçalo e no Rio de Janeiro, mas elas não se confirmaram.

"Nós atuamos diretamente nesses casos, verificamos através de várias fontes e enviamos pessoas para verificação in loco no caso de São Gonçalo. É uma área sensível pela parte da segurança e inclusive recomendamos reforço na área de segurança", disse o presidente do TRE-RJ.

Prisões

Sem dar detalhes, o presidente do TRE citou casos de crimes registrados durante a votação no estado do Rio de Janeiro. De acordo com o desembargador, uma presidente de seção chegou a ser presa, em Niterói, porque tinha material de campanha eleitoral em sua bolsa, o que, segundo ele, é incompatível com a função.

Houve ainda o registro de eleitores presos por violar o sigilo do voto, tentando fotografar a urna, além de um homem que destruiu o livro de votação de uma seção eleitoral na cidade de Campos dos Goytacazes.

Filas

O TRE-RJ informou que as filas para votação foram bem menores do que no primeiro turno, o que se deve também ao treinamento extra realizado com mesários para que votação pudesse ocorrer de forma mais ágil. Mesmo assim, o presidente do tribunal reforçou que o direito ao voto de quem estiver na fila no encerramento da votação será garantido.

Um ponto que o desembargador Elton Leme considerou preocupante é a previsão de chuva forte na região serrana do Rio, onde há um histórico de deslizamentos de terra e inundações associadas a temporais.

"O único fato que aguardamos com preocupação é a previsão de chuva torrencial para a Região Serrana. É o único fato que nos preocupa mas, espero que São Pedro coopere", disse.

Segundo o tribunal, até as 17h, houve substituição de urnas em 1,6% das seções eleitorais do estado do Rio de Janeiro. Isso equivale a 546 das mais de 34 mil urnas utilizadas nas seções fluminenses.