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Joint venture anuncia projeto solar de mais de R$ 1,6 bi em Paracatu

Usina fotovoltaica na região Noroeste de Minas Gerais vai abastecer produção de alumínio da Albras

03/05/2022 às 11h09
Por: Paulo Sérgio Fonte: Diário do Comércio
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Quantidade de energia a ser produzida por usina será capaz de atender em torno de 12% das necessidades da indústria | Crédito: Amanda Perobelli/Reuters
Quantidade de energia a ser produzida por usina será capaz de atender em torno de 12% das necessidades da indústria | Crédito: Amanda Perobelli/Reuters

As empresas Atlas Renewable Energy, a Alumínio Brasileiro (Albras) e Hydro Rein anunciaram ontem a formação de uma aliança – joint venture – para a construção de uma usina fotovoltaica em Paracatu, na região Noroeste de Minas Gerais. Os investimentos, da ordem de US$ 320 milhões, mais de R$ 1,6 bilhão, estão destinados a um projeto para a autoprodução de energia utilizada na produção de alumínio primário da Albras. 

De acordo com as informações divulgadas pela Atlas, a junção das empresas para a realização do empreendimento já foi submetida ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Caso o projeto seja aprovado, a execução das obras da usina deve ser iniciada a partir de outubro deste ano, sendo o término estimado para o último trimestre de 2023. 

A expectativa da Albras é que entre 2025 e 2044 a planta solar Boa Sorte, como foi intitulada, forneça, anualmente, 815 Gigawatt-hora (GWh), uma energia capaz de suprir cerca de 12% das necessidades da indústria. 

Ainda de acordo com dados da Atlas, a Albras – joint venture formada entre a norueguesa Hydro e a japonesa Nippon Amazon Aluminium -, instalada no estado do Pará, tem hoje capacidade anual de 460 mil toneladas, sendo responsável por fornecer o material aos mercados nacional e internacional. 

Investimentos em Minas

Em janeiro deste ano, a Atlas anunciou mais de R$ 600 milhões em investimentos no município de Pirapora, na região Norte de Minas Gerais, com potencial para a geração de 1.200 postos de trabalho durante a fase de implantação. Os valores serão aplicados na construção de um complexo de três usinas que terá capacidade de geração de 239 megawatt-pico, energia suficiente para o abastecimento de 261 mil residências. 

A execução das obras dará espaço ao Complexo Lar do Sol Casablanca II e atenderá, ainda neste ano, a empresa Unipar, responsável pela produção de cloro, soda e PVC.  Segundo apurado pelo DIÁRIO DO COMÉRCIO, o total de energia gerada para a Unipar corresponde ao total necessário para produzir o cloro utilizado no tratamento de água para mais de 60 milhões de pessoas. 

Outro empreendimento é o Lar do Sol Casablanca I, construído em parceria com a Anglo American. Com destinação de recursos da ordem de R$ 881 milhões, a planta solar, prevista para entrar em operação ainda neste ano, deverá integrar o plano estratégico da companhia para a utilização de energia 100% sustentável também a partir de 2022. A capacidade instalada dessa usina em específico é de 330 MW, sendo composto por mais de 800 mil módulos fotovoltaicos — a produção poderia abastecer, por exemplo, 1,4 milhão de habitantes.

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